Citi rebaixa Nubank (ROXO34) e corta preço-alvo das ações

Banco vê menor potencial de valorização e aponta desafios para crescimento e rentabilidade.

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Publicado em 15/06/2026 às 14:16h Publicado em 15/06/2026 às 14:16h por Wesley Santana
Nubank se tornou uma das maiores instituições financeiras em número de clientes (Imagem: Shutterstock)
Nubank se tornou uma das maiores instituições financeiras em número de clientes (Imagem: Shutterstock)

Nesta segunda-feira (15), o Citi decidiu rebaixar sua recomendação para as ações do Nubank (ROXO34). Agora, o banco de investimentos tem posicionamento neutro para os papéis, com preço-alvo de US$ 13 ante os US$ 18 anteriores.

De acordo com os analistas, para continuar crescendo, o banco digital vai precisar sacrificar monetização e rentabilidade. Além disso, os últimos balanços têm mostrado uma alta nos riscos de crédito, o que tem sido visto em outras companhias do setor financeiro.

"O Nubank se destaca por sua exposição desproporcionalmente alta a cartões de crédito, empréstimos pessoais e clientes de baixa renda, enquanto ainda enfrenta dificuldades para ganhar força no consignado privado", escreveram os analistas do Citi. Eles entendem que o consignado privado aparece como um fator problemático, já que os consumidores tendem a pagar primeiro este tipo de crédito na comparação com os cartões.

O novo preço-alvo representa uma valorização de apenas 1% em relação ao valor pelo qual as ações são negociadas atualmente. No pregão de hoje, cada ativo é comprado e vendido por US$ 12,50, com alta de quase 3% no dia.

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Crise recente

A nova perspectiva do Citi vem depois que o Nubank passa por uma crise, mesmo que as duas coisas não tenham uma relação direta. Na semana passada, o banco enviou uma notificação aos seus consumidores informando sobre uma suposta liquidação pelo Banco Central, o que se confirmou posteriormente como sendo um erro de comunicação.

O fato é que, quase que de forma imediata, as ações caíram mais de 1,5% na NYSE, com repercussão também nos BDRs da B3. A empresa logo veio a público desmentir o problema, dizendo que a mensagem foi enviada de forma indevida, em decorrência de um erro operacional.

Além disso, garantiu que suas operações seguem normalmente, "com segurança e estabilidade". "O caso não tem qualquer relação com a segurança da plataforma, a proteção das informações dos clientes ou a solidez da companhia", afirmou. "A instituição permanece com todas as suas licenças ativas e sem qualquer impacto para sua operação, que segue com segurança e estabilidade", acrescentou.