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CPFL Energia (CPFE3) encerrou o 1T26 (primeiro trimestre de 2026) com lucro líquido de R$ 1,9 bilhão, avanço de 18,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado principalmente pela melhora no desempenho financeiro, redução da carga tributária efetiva e reajustes tarifários nos segmentos de distribuição e geração.
O Ebitda da companhia somou R$ 3,86 bilhões entre janeiro e março, praticamente estável na comparação anual, com leve alta de 0,2%. Já a receita operacional líquida cresceu 6,4%, alcançando R$ 11,3 bilhões. O trimestre também foi marcado pela renovação das concessões das distribuidoras CPFL Paulista, CPFL Piratininga e CPFL RGE.
Segundo o presidente da empresa, Gustavo Estrella, a renovação reforça o compromisso da companhia com a modernização da rede elétrica e a ampliação da resiliência operacional diante dos desafios climáticos. Na área de distribuição, o consumo de energia na área de concessão caiu 0,7% no trimestre.
Em contrapartida, o segmento comercial avançou 2,9%, puxado pelo crescimento do consumo de data centers, que já representam 8,2% dessa categoria e tiveram expansão de 24% no período. O segmento de geração também apresentou evolução operacional. A energia gerada cresceu 16,6%, totalizando 2.853 GWh, impulsionada pelo maior despacho de hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas.
Apesar disso, a companhia continuou sofrendo impactos do curtailment, cortes obrigatórios de geração eólica determinados pelo sistema elétrico, que atingiram cerca de 20% da geração potencial dos parques eólicos e causaram impacto financeiro de R$ 62 milhões no trimestre.
Mesmo com esse cenário, o Ebitda do segmento de geração e gestão de energia avançou 10,2%, para R$ 921 milhões, enquanto o lucro líquido cresceu 20,8%, chegando a R$ 448 milhões. Os investimentos da companhia totalizaram R$ 1,26 bilhão no trimestre, alta de 1,9%. Cerca de 82% desse montante foi direcionado ao segmento de distribuição, com foco na expansão e modernização da rede elétrica.
A CPFL encerrou março com dívida líquida de R$ 30,6 bilhões e alavancagem de 2,31 vezes Ebitda, dentro dos parâmetros financeiros considerados confortáveis pela companhia. A posição de caixa ao fim do trimestre era de R$ 5,8 bilhões. A companhia lembrou que também aprovou a distribuição de R$ 4,3 bilhões em dividendos referentes ao lucro de 2025, equivalente a R$ 3,73 por ação.