Braskem (BRKM5) confirma negociações com credores sobre possível reestruturação de dívida
A companhia afirmou que as propostas recebidas permanecem em análise.
Nesta quinta-feira (11), a Braskem (BRKM5) informou ao mercado que seu novo controlador entrou com um pedido de OPA (Oferta Pública de Aquisição). Na prática, o fundo Shine I quer comprar as ações da companhia que circulam na bolsa de valores e, eventualmente, fechar o capital da petroquímica.
O fundo é ligado à IG4, que se tornou acionista majoritário da companhia depois de atingir 50,1% das ações da Braskem. Agora, a Petrobras (PETR4) tem 47% do negócio e a Novonor -antiga Odebrecht- apenas 4% das ações preferenciais, sem direito a voto.
No pedido enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o Shine I ofereceu debêntures da companhia como pagamento da compra de ações, em um movimento que não é muito comum neste tipo de operação. Portanto, caso a OPA seja aprovada, em vez do dinheiro, os investidores receberão títulos de dívida equivalentes ao preço de cada ação da marca.
“A OPA terá por objeto 100% das ações ordinárias e preferenciais da companhia, oferecendo-se, em contrapartida, exatamente o mesmo preço por ação pago à NSP Inv. – qual seja, (a) 2 debêntures de 1ª Série da 2ª Emissão de Debêntures da NSP Inv., e (b) 1 debênture de 2ª Série da 2ª Emissão de Debêntures da NSP Inv.”, diz o comunicado.
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De modo geral, uma OPA significa o fechamento de capital de uma empresa listada, mas pode não ser isso diretamente. Isto é, caso não haja uma parcela mínima de acionistas, a empresa pode continuar com suas ações circulando no balcão da B3.
Atualmente, menos de 3% das ações da Braskem são negociadas na bolsa de valores, sendo que a maioria delas não tem direito a voto. Essa porcentagem representa 266 milhões de papéis preferenciais e 13 milhões de ordinários.
O anúncio foi suficiente para que as ações da Braskem disparassem no balcão da bolsa. Por volta das 11h, as ações eram negociadas com alta de 7,5%, encostando nos R$ 10, e alcançando um valor de mercado total de R$ 7,3 bilhões.
Apesar de todos os problemas que a Braskem vem passando, quem apostou na companhia no começo deste ano viu a carteira render bons números. Desde janeiro, a valorização do ativo chega a quase 30%, superando a performance de vários players estáveis da B3.
A companhia afirmou que as propostas recebidas permanecem em análise.
A nota de crédito e a recomendação para as ações da petroquímica foram cortadas pelo mercado.