Desde que o
Bitcoin (BTC) acordou em meados de agosto, saindo da região dos US$ 60 mil e chegando a flertar novamente os US$ 80 mil em setembro, o
mercado de criptomoedas em geral também despertou em 2026. No momento, chama bastante a atenção a narrativa da
ETHFI, a moeda nativa do neobanking
ether.fi.
O token se valorizava quase +15% só neste sábado (12), beirando os US$ 0,75, enquanto o
BTC caía -0,28% no mesmo instante, na faixa de US$ 77,2 mil. Só que, no acumulado de 30 dias, o
ETHFI dobrou praticamente de preço (+96%), ao passo que o Bitcoin se apreciou +22%.
Como uma fintech cripto descentralizada, o ether.fi tem se destacado no mercado de
staking, procedimento em que o investidor consegue monetizar sua carteira de criptomoedas, recebendo uma espécie de juros compostos, como na
renda fixa tradicional.
Pelo próprio nome do neobanking, era de se esperar que o carro-chefe seja a monetização do
Ethereum (ETH), a segunda criptomoeda mais valiosa do mundo e que também serve de rede blockchain incubadora para a criação de novos
criptoativos e contratos inteligentes.
Do ponto de vista fundamentalista, a ether.fi ganhou atratividade da comunidade cripto ao anunciar, no último dia 11 de setembro, que o seu programa de recompensas (cashback) agora será pago em sua moeda nativa
ETHFI, adquiridas mediante recompras programáticas semanais, utilizando a receita do protocolo (CoinMarketCal).
Segundo a fintech, tal medida vincula diretamente a demanda pelo token
ETHFI à receita real do protocolo, afastando-se de recompensas inflacionárias.
Trata-se, portanto, de uma mudança fundamental em direção a um modelo de acumulação de valor, no qual o aumento do uso do protocolo (com receita mensal citada em cerca de US$ 3,5 milhões) se traduz em uma pressão de compra consistente para o
ETHFI.