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O racha do Copom (Comitê de Política Monetária) foi o principal tema da semana no mercado brasileiro. Mas o cenário corporativo também teve grande influência nos negócios, com os resultados do primeiro trimestre, parcerias e dividendos. Relembre, então, o que fez preço na semana.
📉 O Ibovespa recuou 0,71% nesta semana. Com isso, o principal índice da B3 voltou para o patamar dos 127 mil pontos e interrompeu uma sequência de duas semanas consecutivas de alta. Já o dólar saltou 1,65% e terminou a semana negociado a R$ 5,15, o maior valor de fechamento do mês até agora.
💲 O saldo negativo da semana se explica, sobretudo, pelo que aconteceu nos últimos dois dias. É que uma onda de incertezas tomou conta dos mercados depois da reunião do Copom, que se dividiu entre os indicados de Lula (PT) e os indicador de Bolsonaro (PL) ao cortar a Selic de 10,75% para 10,50% na última quarta-feira (8).
O Copom ainda decidiu retirar o seu forward guidance. As próximas decisões de juros serão pautadas, portanto, nos dados e expectativas de inflação. E o primeiro dado de inflação publicado depois dessa decisão veio levemente acima do esperado pelo mercado: o IPCA avançou 0,38% em abril, ante estimativas de 0,35%.
Mas não foi só isso que pesou nos mercados. A semana começou com a contabilização das perdas causadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul, que afetaram as operações de ao menos 20 empresas listadas na B3, e seguiu com uma enxurrada de balanços do primeiro trimestre de 2024.
Em relação aos resultados, destaque para o Itaú (ITUB4), que registrou um lucro líquido recorde de R$ 9,771 bilhões no trimestre e pode pagar dividendos extraordinários. Por outro lado, o lucro da B3 (B3SA3) caiu 7,1%, com o mercado de ações em baixa diante do cenário externo incerto.
Veja outros resultados:
A Rede D'Or (RDOR3) disparou 14,17% na semana, depois de mais do que dobrar o lucro líquido do primeiro trimestre e anunciar uma parceria com o Bradesco (BBDC4) para criar uma nova rede de hospitais. Com isso, garantiu o melhor resultado da semana no Ibovespa.
Destaque também para a BRF (BRFS3), que avançou 9,57% depois de reverter o prejuízo no primeiro trimestre e anunciar um novo programa de recompra de ações. Veja outras companhias que se deram bem na semana:
Ainda na segunda-feira (6) a Braskem (BRKM5) informou que a Adnoc desistiu de comprar a fatia da Novonor na empresa e desabou 14,53% na B3, mesmo com a Petrobras (PETR4) dizendo que há outras empresas avaliando o negócio e que pode fazer uma oferta caso seja necessário.
A Braskem ainda sofreu com um prejuízo líquido de R$ 1,345 bilhão no primeiro trimestre e as chuvas no Rio Grande do Sul. A capacidade de produção da petroquímica no Brasil caiu 50% com a paralisação do polo petroquímico de Triunfo. Com isso, a Braskem amargou a maior queda da semana no Ibovespa: -17,31%.
Quem também fechou a semana no vermelho foi a Suzano (SUZB3), que caiu 12,62% diante do baque de 95% do lucro líquido do primeiro trimestre e da possível compra da International Paper.
Veja outros baques da semana:
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