⛽ A decisão do governo de prorrogar os subsídios ao diesel por mais 30 dias deve ter efeito direto sobre a política de preços da
Petrobras (PETR4).
Em relatório a clientes divulgado nesta terça-feira (27), o Goldman Sachs afirmou que a estatal tende a manter inalterados, até o fim do ano, os preços do combustível vendido às distribuidoras.
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Na avaliação dos analistas, a renovação do incentivo de R$ 2,12 por litro para produtores e importadores de diesel reduz a necessidade de a companhia elevar os preços para acompanhar a alta das cotações internacionais.
O benefício é complementado por um subsídio adicional de R$ 1,40 por litro, ainda disponível para importações realizadas até 6 de novembro.
Preço da Petrobras está 25% abaixo da paridade de importação
Os números do banco mostram o tamanho da defasagem. O Goldman estima que o preço realizado do diesel pela Petrobras esteja hoje em R$ 5,43 por litro.
A paridade internacional de importação, que indica quanto custaria trazer o combustível de fora, é calculada em cerca de R$ 7,30 por litro. Em outras palavras, a estatal vende o diesel aproximadamente 25% abaixo desse referencial.
Os analistas destacam um efeito curioso do desenho dos incentivos. Como o benefício dado ao diesel importado é maior, as distribuidoras conseguem comprar o produto no exterior a preços próximos aos praticados pela Petrobras. Isso diminui a pressão para que a estatal reajuste os valores internamente.
“Essa assimetria pode reduzir, embora não eliminar, o escopo para um aumento de preços pela Petrobras”, escreveram os analistas do Goldman Sachs no relatório.
O banco reiterou ainda sua recomendação de compra para as ações da Petrobras.
Prorrogação mantém o mesmo impacto fiscal
A manutenção dos subsídios foi confirmada pelo governo na semana passada. Segundo o Ministério do Planejamento, o impacto previsto para a renovação é o mesmo da subvenção em vigor.
📊 O tema já havia entrado na campanha eleitoral. Durante a disputa, o senador
Flávio Bolsonaro (PL) chegou a afirmar que o subsídio dado ao diesel terminaria no dia seguinte à eleição, o que colocaria o consumidor diante de um aumento. Com a renovação por mais um mês, esse cenário foi adiado.