Crise? Petróleo bate preço mais caro desde maio e ouro derrete 2%

Enquanto o ouro negro já supera os US$ 113 por barril, o metal precioso quase perde os US$ 4 mil por onça.

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Publicado em 22/10/2026 às 17:23h Publicado em 22/10/2026 às 17:23h por Lucas Simões
Escalada das tensões no Oriente Médio e pressão nos juros americanos dão o tom (Imagem: Shutterstock)
Escalada das tensões no Oriente Médio e pressão nos juros americanos dão o tom (Imagem: Shutterstock)
Será que o mundo já sente os primeiros efeitos de uma crise global? Afinal de contas, os preços do petróleo tipo Brent, a referência internacional usada pela Petrobras (PETR4), atingiram o seu patamar mais caro desde maio. Sua cotação nesta quinta-feira (22) fechou em alta de +4%, valendo US$ 113,17 por barril.
O chamado 'ouro negro' engatou um novo rali altista que parecia ter se suavizado no início de julho, quando a commodity era negociada na região de US$ 70 por barril, visto que as tratativas diplomáticas entre o governo Trump e o regime dos aiatolás sobre o Estreito de Ormuz não vingaram. 
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Pouco a pouco, a cotação do petróleo volta a se aproximar do pico de US$ 120 por barril, observado no auge dos ataques entre as forças militares dos Estados Unidos e do Irã. Agora, as tensões geopolíticas se alastraram pelo Oriente Médio, diante da onda de bombardeios vivenciada pela Arábia Saudita, protagonizada por grupos milicianos no Iêmen apoiados pelo Irã.
No episódio mais recente, as defesas aéreas sauditas interceptaram um drone que tentava atingir uma instalação no campo petrolífero de Shaybah da Saudi Aramco, a maior petroleira do mundo. Por ora, o governo Trump disse que não atacará novamente o Irã até que se concluam as eleições de meio de mandato no início de novembro.
Paralelamente, os contratos futuros de ouro cederam -2,16% hoje, valendo US$ 4.060,40 por onça-troy (cerca de 31 gramas) na divisão de metais da Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), já que o rali do petróleo encarece por tabela as operações das mineradoras de ouro.
Fora que as barras de ouro competem com a atratividade dos títulos do governo americano, os Treasury Bonds, que atualmente pagam acima de 5% ao ano em vencimentos de longo prazo, ao passo que o metal precioso em si não rende juros compostos ou dividendos.
A pressão inflacionária global desencadeada pelo petróleo também mantém as expectativas por taxas de juros dos EUA elevadas por mais tempo, deixando pouco espaço de manobra para o Federal Reserve na próxima semana e minando o potencial do ouro no curto prazo.