Juíza diz que sócios da Americanas (AMER3) sabiam da fraude contábil
Despacho que autorizou buscas afirma que há indícios de que acionistas de referência tinham conhecimento das manipulações contábeis da companhia.
A varejista Americanas (AMER3), alvo de um grande escândalo contábil em 2023, está utilizando o PIC (Programa de Incentivo à Colaboração) para obter informações dos ex-executivos Marcelo Nunes e Flávia Carneiro.
📰 De acordo com a "Folha de S. Paulo", a empresa está oferecendo benefícios financeiros em troca da colaboração dos ex-executivos nas investigações. O objetivo, segundo a defesa da Americanas, é esclarecer as inconsistências nos balanços financeiros e avaliar o papel de outras empresas nesse caso.
A crise da Americanas teve início em 11 de janeiro de 2023, quando a empresa revelou um rombo bilionário em suas contas. O recém-chegado CEO, Sérgio Rial, e o CFO, André Covre, renunciaram aos cargos no mesmo dia. As ações da empresa despencaram quase 80% em 24 horas, causando um prejuízo de mais de R$ 8 bilhões em valor de mercado.
👮 A Polícia Federal, em investigações iniciadas em 2023, descobriu que a fraude na Americanas serviu para maquiar os resultados financeiros da empresa, inflando artificialmente o caixa e, consequentemente, o valor das ações na bolsa. Essa manipulação permitiu que os executivos recebessem bônus milionários e lucrassem com a venda das ações supervalorizadas.
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Despacho que autorizou buscas afirma que há indícios de que acionistas de referência tinham conhecimento das manipulações contábeis da companhia.
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.