Valuation trilionário: Se fosse empresa privada, Pix seria gigante da B3

Especialista calcula quanto o sistema de pagamentos poderia valer caso fosse uma empresa listada.

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Publicado em 09/06/2026 às 09:35h Publicado em 09/06/2026 às 09:35h por Wesley Santana
Pix foi criado pelo Banco Central para realizar transferências instantâneas (Imagem: Shutterstock)
Pix foi criado pelo Banco Central para realizar transferências instantâneas (Imagem: Shutterstock)

Não há dúvidas de que o Pix revolucionou o sistema financeiro no Brasil. Além de reduzir o custo das transações bancárias, agilizou o envio e o recebimento de recursos entre instituições diferentes.

O sucesso é tamanho que o sistema criado pelo Banco Central movimenta, anualmente, mais de R$ 35 trilhões. Na prática, no ano passado, foram mais de 80 bilhões de transações concluídas, ainda de acordo com o órgão monetário.

É nesse contexto que a tecnologia surge como uma concorrente de peso para as grandes empresas do setor. Visa e Mastercard são apenas algumas das companhias que perderam espaço nos últimos anos com a popularização do modelo de pagamento.

O que muita gente se pergunta, porém, é quanto o universo do Pix vale. Se fosse uma empresa privada, qual seria o valuation da tecnologia que movimenta trilhões no Brasil e até inspira iniciativas semelhantes em outros países?

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Rafael Nakamoto, executivo com mais de duas décadas de atuação em private equity, fez essa conta ao InfoMoney. De acordo com ele, o Pix valeria entre R$ 600 bilhões e R$ 1,8 trilhão, já despontando como uma das empresas mais valiosas do Brasil.

“A ideia surgiu diante de tantos números poderosos do próprio sistema do Pix. Como investidor, participei da construção de empresas que alcançaram avaliações bilionárias e, quando observamos a relevância do Pix, naturalmente surge a pergunta: quem é o dono desse ativo e quanto ele valeria se operasse como uma empresa?”, afirma Nakamoto.

Há três principais fatores para esse valuation: escala (atinge todo o território nacional), espaço para monetização e eficiência tecnológica. “O Pix substituiu estruturas legadas caras e complexas. Ele eliminou custos associados à compensação bancária, a documentos físicos e a diversas etapas intermediárias do sistema financeiro”, afirma.

O executivo ressalta ainda não só a inovação promovida pela plataforma, mas também o baixo custo de manutenção. Foram R$ 15 milhões para o desenvolvimento do serviço e cerca de R$ 50 milhões para as manutenções anuais.

“Não existe hoje no Brasil outro ativo com potencial para atingir R$ 1 trilhão em valor de mercado como o Pix. Se fosse uma companhia aberta, estaria entre as maiores empresas do planeta”, continua Nakamoto.