Brava (BRAV3) diz aos acionistas o que fazer com a oferta da Ecopetrol; confira

A companhia informou que o conselho deu parecer favorável à oferta, ressalvando as condições apontadas no documento.

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Publicado em 24/07/2026 às 19:05h Publicado em 24/07/2026 às 19:05h por Matheus Silva
A decisão foi aprovada em reunião realizada na última quinta-feira (23) (Imagem: Shutterstock)
A decisão foi aprovada em reunião realizada na última quinta-feira (23) (Imagem: Shutterstock)
📊 O conselho de administração da Brava Energia (BRAV3) recomendou nesta sexta-feira (24) que os acionistas aceitem a oferta pública de aquisição de ações lançada pela Ecopetrol Investimentos do Brasil, subsidiária integral da estatal colombiana Ecopetrol. 
A decisão foi aprovada em reunião realizada na última quinta-feira (23) e divulgada por meio de fato relevante.
Segundo a Brava, o parecer fundamentado do conselho é favorável à aceitação da oferta, observadas as considerações, fundamentos e ressalvas contidas no documento. 
A companhia ressaltou, porém, que a decisão final cabe exclusivamente a cada acionista, recomendando a leitura do edital, do parecer e dos demais documentos da operação, além da realização de avaliações próprias sobre os impactos financeiros, legais, fiscais e cambiais, com eventual apoio de assessores especializados.
A Ecopetrol pretende adquirir 116,1 milhões de ações da Brava, equivalentes a cerca de 25% do capital social. Somadas às ações já contratadas por meio do acordo de compra e venda (SPA), a estatal colombiana passará a deter aproximadamente 51% da companhia, caso a oferta seja bem-sucedida. 
O leilão está agendado para 5 de agosto, às 15h (horário de Brasília), com liquidação financeira prevista para 17 de agosto.

Ecopetrol quer manter Brava listada

Na avaliação do conselho, os planos estratégicos apresentados pela Ecopetrol são compatíveis com a estratégia atualmente adotada pela Brava. 
A estatal colombiana afirmou que pretende manter a companhia listada na B3, preservar sua identidade corporativa e utilizá-la como plataforma de longo prazo no Brasil, com foco na recuperação de reservas, aumento da produção, disciplina de capital e otimização da estrutura de financiamento.
O parecer concluiu que a operação não deve provocar impactos relevantes sobre o endividamento da companhia. A Brava informou ter obtido as anuências necessárias de credores para evitar o vencimento antecipado de dívidas, e que os custos relacionados ao pagamento de prêmio aos debenturistas são pouco significativos diante da posição de caixa da empresa.
Em relação aos contratos, a companhia afirma não ter identificado impactos relevantes decorrentes da mudança de controle. A única exceção apontada é a arbitragem iniciada pela Westlawn Energia Brasil sobre o contrato de operação conjunta dos campos de Atlanta e Oliva. Segundo o conselho, o processo está em estágio inicial e ainda não é possível prever seu desfecho.

Safra aponta incertezas sobre estratégia pós-mudança de controle

Em relatório divulgado anteriormente, o Banco Safra afirmou que, após a mudança de controle da Brava, ainda devem persistir incertezas sobre a estratégia da companhia, o que pode limitar o desempenho das ações até que essas dúvidas sejam esclarecidas. 
📈 O banco mantém recomendação neutra para a Brava por entender que a geração de caixa da companhia deve continuar pressionada no curto prazo, em razão do elevado nível de investimentos e dos desembolsos relacionados ao earn-out.