A
Tether, gigante do mundo cripto responsável pela emissão do dólar digital
USDT, reportou lucro líquido operacional de US$ 1,5 bilhão no segundo trimestre do ano (2T26), crescimento de quase +50% na comparação com os três primeiros meses do ano.
Dona da maior stablecoin com paridade ao
dólar americano, a Tether expandiu a circulação de
USDT e alcançou excedente de reservas superior a US$ 4 bilhões, além de posições garantidas em contratos futuros de ouro.
Mesmo em um período de baixa popularidade das stablecoins, justamente por conta do ciclo negativo do
Bitcoin (BTC) em 2026, os dados do
Investidor10 ainda apontam que a Tether, com seu dólar digital
USDT, atinge valor de mercado de US$ 183,6 bilhões.
Ou seja, a Tether ainda ostenta mais que o dobro da capitalização do
Nubank (ROXO34), a maior fintech brasileira, que negocia a US$ 70 bilhões na bolsa de tecnologia Nasdaq nos Estados Unidos.
Para se ter uma ideia, a Tether domina 60% do mercado de
stablecoins, tendo como contrapartida o compromisso de garantir sua paridade ao dólar por meio da compra de títulos do governo americano. No momento, a companhia é uma das 20 maiores detentoras da dívida pública dos EUA, inclusive superando países como Alemanha, Coreia do Sul e México.
O governo Trump enxerga a Tether como uma importante ferramenta geopolítica, uma vez que a companhia se tornou uma relevante compradora dos títulos de renda fixa americanos, após o marco regulatório GENIUS Act, o que ajuda a amenizar, por exemplo, os efeitos da disparada repentina do
iene japonês.