Nos últimos 12 meses,
XRP acumula prejuízo de quase -70% para quem seguiu posicionado na moeda nativa da XRP Ledger, ecossistema responsável pela primeira exchange descentralizada (DEX) da história e recursos de tokenização personalizados integrados ao protocolo desde 2012.
Durante seu pico de preço,
XRP valia US$ 3,84 em janeiro de 2018, mas neste início de agosto de 2026, sua cotação girava em torno de US$ 1. E o que mais chama atenção é que o token descentralizado tem ignorado a leve recuperação recente das demais criptomoedas.
A principal trava de valorização para
XRP na atualidade se esbarra na aprovação do
Clarity Act, uma lei federal nos Estados Unidos que promete regulamentar a situação de diversos criptoativos. Até porque os órgãos reguladores americanos não sabem definir exatamente o que o token representa.
O Clarity Act deve classificar as criptomoedas como valores mobiliários e, em versões preliminares já divulgadas pela imprensa especializada, reclassificaria os tokens
XRP,
Solana (SOL) e
Dogecoin (DOGE) como não valores mobiliários.
No caso, o
XRP ficaria na jurisdição regulatória da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA, amplamente considerada a opção mais preferível pelos observadores da indústria de criptomoedas, em vez da SEC (órgão equivalente à nossa CVM), historicamente mais rigorosa.
Em resumo, até que o Clarity Act seja aprovado pelo Senado dos EUA (talvez ainda em 2026), o token
XRP segue em um limbo jurídico que coloca a altcoin na temida região da "cruz da morte", um padrão técnico de baixa que indica a reversão de uma tendência de alta para uma tendência de queda no longo prazo.