A
Suzano (SUZB3) informou nesta quinta-feira (28) que obteve aprovações concorrenciais relacionadas à criação da joint venture com a Kimberly-Clark. Segundo a empresa, as autorizações foram concedidas por autoridades regulatórias e fazem parte das condições necessárias para o fechamento da transação. Com o anúncio, as ações da empresa recuavam 0,62, a R$ 41,82, às 11h14, horário de Brasília.
De acordo com o comunicado divulgado ao mercado, a joint venture reunirá ativos de tissue e produtos profissionais das duas companhias em diversos países. A operação prevê que a Suzano detenha 51% de participação no novo negócio, enquanto a Kimberly-Clark ficará com os 49% restantes.
Segundo a Suzano, ainda permanecem pendentes determinadas condições precedentes usuais para esse tipo de operação, incluindo aprovações adicionais e etapas de fechamento previstas nos documentos assinados entre as partes. A empresa afirmou que seguirá acompanhando os desdobramentos do processo e manterá o mercado informado sobre eventuais atualizações.
Lembrando que a joint venture foi anunciada como uma iniciativa voltada à ampliação da atuação global no segmento de produtos tissue e profissionais, combinando operações, marcas e capacidades industriais das duas companhias em mercados selecionados.
Relembre o 1T26 da Suzano
A Suzano iniciou 2026 sob pressão e registrou recuo em seus principais indicadores financeiros no primeiro trimestre do ano. Entre janeiro e março, a companhia reportou lucro líquido de R$ 4,312 bilhões, resultado 32% menor na comparação com o mesmo período de 2025.
A receita líquida da fabricante de papel e celulose somou R$ 10,968 bilhões no trimestre, representando queda de 5% em relação ao desempenho de um ano antes e retração de 16% frente ao trimestre imediatamente anterior.
Segundo a companhia, o resultado foi impactado pela valorização do real frente ao dólar, além da redução nos preços e no volume vendido ao longo do período. O Ebitda ajustado alcançou R$ 4,58 bilhões no primeiro trimestre de 2026, registrando queda de 6% na comparação anual. Apesar da retração operacional, a margem Ebitda permaneceu estável em 42%.