Samsung aumenta em 15% preço de semicondutores e pressiona setor de tecnologia

Reajuste ocorre em meio à alta da demanda por chips e ao aumento de custos de produção.

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Publicado em 19/08/2026 às 11:48h Publicado em 19/08/2026 às 11:48h por Wesley Santana
Samsung atua como fornecedora de tecnologia para eletrônicos (Imagem: Shutterstock)
Samsung atua como fornecedora de tecnologia para eletrônicos (Imagem: Shutterstock)

Seguindo o caminho que outras empresas de tecnologia tomaram, a Samsung também anunciou aumento em alguns de seus produtos. Neste primeiro momento, a companhia subiu em 15% o preço de fabricação dos chips, usados em eletrônicos.

A mudança já está sendo feita de forma contratual com os clientes da companhia, que também são empresas de grande porte. Os chineses, hoje com maior demanda, devem ser os maiores impactados com a mudança por parte da sul-coreana.

O reajuste faz com que a Samsung se junte às suas concorrentes, que vêm anunciando mudanças nos preços. No caso específico da companhia, havia uma estratégia de não mexer nos valores, mas isso trouxe prejuízos nos últimos anos.

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“Como a TSMC enfrenta restrições de capacidade e aumenta os preços, os clientes estão migrando para concorrentes como Samsung e Intel, levando a Samsung a reajustar seus preços também”, disse Lee Min-hee, analista da BNK Investment & Securities, com sede em Seul. “Se a Samsung elevar os preços a partir de agora, seu negócio de fabricação de chips por contrato poderá se tornar lucrativo já no próximo ano, antes do que se esperava anteriormente”, continuou.

Os chips de processamento são equipamentos que sustentam a tecnologia de produtos eletrônicos. O circuito da memória RAM, por exemplo, é baseado nele.

Movimento setorial

A subida no preço dos componentes tem afetado diretamente o custo de montagem. Diante disso, as fabricantes de celulares têm feito sucessivos anúncios de reajuste no preço dos aparelhos.

Primeiro foi a Apple (AAPL34), que impôs um aumento de US$ 100 nas novas gerações de iPhone. Depois, foi o Google, que também recorreu ao mesmo montante para manter as contas em dia no lançamento do Pixel 11.

"Definitivamente precisamos que a precificação e o fornecimento de memórias voltem a níveis razoáveis para produtos de consumo. Esse é o ponto principal”, disse Cook ao WSJ. "Estamos fazendo o nosso melhor para mitigar os grandes aumentos que estão sendo transferidos para nós, e temos tentado proteger nossos clientes desses aumentos, mas a situação se tornou insustentável", completou.