Quem tem o costume de acompanhar os relatórios gerenciais já sabe que 30,9% das receitas com aluguéis colhidas pelo
FII HSLG11 são pagas pela rede varejista que acaba de
solicitar recuperação judicial, após tomar um baita prejuízo de R$ 10 bilhões no segundo trimestre do ano (
2T26).
Especificamente, o Grupo Casas Bahia responde diretamente por 27,6% dos aluguéis, mas também conta com 3,3% em sublocações. Para se ter uma ideia, os galpões logísticos do
FII HSLG11 situados em Contagem, na Grande Belo Horizonte, e em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, estão totalmente ocupados pela varejista.
Todavia, vale destacar que a gestão do
HSI Logística conseguiu, em julho de 2026, aumentar o valor real dos aluguéis, ao renegociar contratos com inquilinos no
galpão logístico situado no quilômetro 30 da Rodovia Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. O seu locatário mais relevante aqui é o
Assaí Atacadista (ASAI3), que, até então, representava 11,6% das receitas totais do
FII HSLG11.
Adicionalmente, um dos contratos do mesmo galpão, referente a locatário que ocupa 28% da ABL do ativo e 8% da ABL total do
FII HSLG11, foi reajustado pelo IGP-M (+1,95%). Com isso, o aluguel nominal do galpão na Rodovia Dutra passou de R$ 24,20 para R$ 25,80 por metro quadrado, e o do fundo imobiliário como um todo, de R$ 26,80 para R$ 27,30 por metro quadrado.
Portanto, os gestores salientam que a relevância do Grupo Casas Bahia na geração de aluguéis deve cair de 30% para aproximadamente 19%, com os reajustes citados. Seja como for, a exposição a um inquilino com risco elevado de calote gera desconforto aos quase 40 mil cotistas.
Conforme dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no
FII HSLG11 há cinco anos, hoje você teria R$ 1.314,10, já considerando o reinvestimento dos
dividendos mensais. A simulação também aponta que o
IFIX teria retornado R$ 1.349,60 nas mesmas condições.