Real ganha força frente ao dólar enquanto Ibovespa opera no vermelho

Hapvida, Copasa e Raízen aparecem entre as maiores altas da B3; BHIA3 cai forte.

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Publicado em 18/05/2026 às 13:00h Publicado em 18/05/2026 às 13:00h por Wesley Santana
Dólar voltou ao menor patamar em mais de dois anos (Imagem: Shutterstuck)
Dólar voltou ao menor patamar em mais de dois anos (Imagem: Shutterstuck)

Na manhã desta segunda-feira (18), os mercados continuam reagindo ao cenário internacional. Enquanto os Estados Unidos pressionam o Irã por um acordo, os principais indicadores operam com forte oscilação.

Depois de uma semana de perdas, com os desdobramentos do “Flávio Day”, o real voltou a ganhar força frente ao dólar, conforme mostram dados do Banco Central do Brasil. Neste pregão, a moeda norte-americana cai mais de 1%, tentando romper novamente a barreira dos R$ 5.

O mesmo acontece com o euro, que recua 0,8% e é negociado a R$ 5,84, ainda conforme a autarquia. Já o Bitcoin cai cerca de 1,2% nas últimas 24 horas, negociado na faixa de R$ 384 mil, de acordo com plataformas de monitoramento de criptomoedas.

O mercado segue atento também à cotação de commodities, como o petróleo, que avançam ao longo do dia. O barril do tipo Brent Crude opera com alta de 0,7%, com cada unidade cotada em US$ 110.

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Bolsa cai

No âmbito da bolsa de valores, a situação não é positiva. O Ibovespa (IBOV), principal indicador da B3, recua 0,5% no dia, para 176,3 mil pontos, de acordo com a operadora do mercado brasileiro.

O desempenho negativo é puxado sobretudo pela Casas Bahia (BHIA3), que vê seu ticker recuar mais de 8% no pregão. A varejista teve prejuízo de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre, e os investidores continuam reagindo ao resultado.

Na sequência aparecem CSN Mineração (CMIN3) e Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), que desaceleram 3,6% cada uma. As duas empresas, que fazem parte do mesmo grupo, negociam a venda de parte dos ativos.

Já na ponta positiva, aparece a Copasa (CSMG3), liderando com alta de 4,5% no dia e ações cotadas em R$ 54. O movimento reflete o apetite dos investidores depois do sinal verde que a companhia recebeu para avançar no processo de privatização.

As ações da Hapvida também reagem positivamente no pregão, com alta de 3,3%, tentando alcançar os R$ 13. O pódio é completado pela Raízen, que salta 2%, mas ainda segue como uma penny stock, valendo apenas R$ 0,46 por ação.