Berkshire faz a maior movimentação de todos os tempos no portfólio; veja o que muda

O CEO Greg Abel, que assumiu o comando executivo no lugar de Warren Buffett, agora é o responsável por supervisionar todo o portfólio.

Author
Publicado em 16/05/2026 às 15:02h Publicado em 16/05/2026 às 15:02h por Matheus Silva
O período foi descrito como um dos mais ativos de todos os tempos para a carteira da companhia (Imagem: Shutterstock)
O período foi descrito como um dos mais ativos de todos os tempos para a carteira da companhia (Imagem: Shutterstock)
🚨A Berkshire Hathaway (BERK34) divulgou nesta sexta-feira (16), logo após o fechamento do pregão, seu relatório trimestral 13-F com as mudanças no portfólio de ações do primeiro trimestre de 2026. 
O período foi descrito como um dos mais ativos de todos os tempos para a carteira da companhia, com US$ 24 bilhões em vendas e US$ 16 bilhões em compras, segundo o relatório 10-Q publicado em dois de maio.
A principal explicação para o volume incomum de movimentações é a saída de Todd Combs, gestor responsável por cerca de US$ 15 bilhões do portfólio total de mais de US$ 300 bilhões. 
Combs deixou a Berkshire em dezembro para assumir um cargo de investimentos no JPMorgan Chase. Com a saída, a empresa aparentemente vendeu a maior parte dos investimentos que ele havia acumulado.

Alphabet triplica e passa a valer US$ 23 bi

As maiores compras do trimestre foram a Alphabet (GOOGL34) e a Delta Air Lines (DEAI34). A Berkshire elevou sua participação na Alphabet de cerca de 18 milhões para quase 58 milhões de ações, posição que agora vale aproximadamente US$ 23 bilhões. 
Na Delta, a empresa iniciou uma nova posição de quase 40 milhões de ações, avaliada em quase US$ 3 bilhões. As ações da Delta reagiram positivamente ao anúncio, subindo 3% no after-market para US$ 72,45.
Além das duas apostas principais, a Berkshire iniciou uma pequena posição de 3 milhões de ações da Macy's (MACY34), avaliada em cerca de US$ 55 milhões, triplicou sua participação no New York Times (NYT) para 15 milhões de ações, posição que agora vale mais de US$ 1 bilhão, e ampliou sua fatia na construtora Lennar de 7 milhões para 10 milhões de ações classe A.

Chevron perde metade; Mastercard, Visa, Aon e UnitedHealth saem do portfólio

No campo das vendas, o destaque foi a Chevron (CHVX34). A Berkshire reduziu sua posição em cerca de 46 milhões de ações, de 130 milhões para 84 milhões. 
A posição remanescente vale cerca de US$ 16 bilhões, e a venda do período teria gerado aproximadamente US$ 8 bilhões. A empresa também se desfez completamente de suas posições em Mastercard (MSCD34), Visa (VISA34), Aon (A1ON34) e UnitedHealth Group (U1AL34).

Ted Weschler ganha mais autonomia

As mudanças também refletem uma reorganização da estrutura de gestão da Berkshire. Com a saída de Combs, o gestor Ted Weschler ampliou sua fatia de responsabilidade de 5% para cerca de 6% do portfólio de ações.
O CEO Greg Abel, que sucedeu Warren Buffett no comando executivo ao final do ano passado, agora supervisiona todo o portfólio. 
📈 Buffett permanece como presidente do conselho e também pode tomar decisões de investimento.