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Caixa Seguridade (CXSE3) cai forte na B3 nesta sexta-feira (24), interrompendo um
rali que fez as suas ações renovarem as máximas históricas na Bolsa.
⚠️ O motivo para essa virada está em um relatório do JP Morgan, que aponta para o risco de que a seguradora não tenha muito mais espaço para ampliar os lucros ou avançar na Bolsa.
"Nos níveis atuais de preço, a ação oferece um retorno total de cerca de 0% em relação ao nosso preço-alvo para dezembro de 2027, de R$ 22 por ação", disse o JP Morgan.
O banco ainda vê um espaço limitado para a ampliação dos lucros da Caixa Seguridade, devido à possibilidade de arrefecimento da carteira de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal em 2027.
Por isso, cortou a recomendação para as ações da seguradora de equal-weight (neutra) para underweight (venda), com um preço-alvo em R$ 22 para 2027.
Reviravolta na B3
📊 Antes do baque desta sexta-feira (24), as ações da Caixa Seguridade subiam mais de 35% no acumulado de 2026.
O papel rompeu a marca até então inédita de R$ 20 e chegou a ser negociado por R$ 22,54 neste mês de julho.
A disparada foi impulsionada pela expectativa do mercado de que a companhia continuasse entregando fortes resultados e dividendos nos próximos trimestres.
Já nesta sexta-feira (24), o papel chegou a cairmais de 5% e bateu em R$ 21 diante do alerta do JP Morgan.
As preferidas do JP Morgan
🔎 O JP Morgan também reviu as projeções para as demais seguradoras da B3 nesta sexta-feira (23), deixando claras as suas ações preferidas no setor.
O banco também mantém uma recomendação neutra para as ações da
BB Seguridade (BBSE3), por entender que o papel negocia em múltiplos elevados e tem um espaço limitado para ampliar seus resultados. Porém, elevou o preço-alvo do ativo de R$ 33 para R$ 34.
Por outro lado, reiterou a recomendação de compra para as ações da
Porto (PSSA3) e do
IRB (IRBR3), com preços-alvos de R$ 63 e R$ 67, respectivamente.
A avaliação é de que a Porto mantém a liderança no segmento de seguros automotivos, ao mesmo tempo em que ganha espaço nos ramos de saúde e financeiro.
Já o IRB segue avançando com o processo de reestruturação iniciado em 2019. Por isso, vem recuperando rentabilidade e ainda pode ampliar os prêmios e o pagamento de dividendos, segundo o JP Morgan.