Afinal de contas, a União Europeia impôs embargo a partir de hoje aos produtos brasileiros de origem animal (especialmente carne bovina e frango), exportações que renderam ao nosso país cerca de US$ 1,84 bilhão no acumulado de 2025.
O estopim usado pelo bloco europeu concentra-se na inabilidade do governo brasileiro em provar que não utiliza substâncias antimicrobianas proibidas pela União Europeia em seu processo produtivo de proteína animal.
Com a saída do Brasil do rol de países autorizados a exportar bovinos e frangos à Europa, as ações de frigoríficos listados na B3 precificam a incerteza relacionada à retomada das exportações, que não deve sair no curto prazo, segundo entidades do ramo e o próprio Ministério da Agricultura.
Devido à sua ampla diversificação tanto geográfica quanto de proteínas de origem animal, os papéis da
JBSS32 lideraram as perdas do setor hoje, recuando -2,99%.
Na sequência,
BEEF3 derreteu -1,81% com seu foco em carne bovina, apesar de também ter ampla presença operacional em outros países da América do Sul.
MBRF3 cedeu -0,70%, dado o seu foco maior no mercado consumidor dos Estados Unidos.
Tanto a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) quanto a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que representam os produtores rurais, asseguram que o Brasil já cumpre todos os requisitos exigidos pela União Europeia, tendo protocolo privado de controle sobre o uso de antimicrobianos.