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JBS N.V. (JBSS32) registrou prejuízo de US$ 102 milhões no segundo trimestre do ano (
2T26), revertendo o lucro líquido de US$ 528 milhões apurado em igual período de 2025. No caso, o ciclo do gado desfavorável em suas operações nos Estados Unidos atrapalhou ante uma base comparativa inflada pelos negócios de aves.
Durante o trimestre, o frigorífico teve de desembolsar US$ 172 milhões para honrar os detentores de
CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) em resgates antecipados, saldo de US$ 133 milhões em acordos antitruste, além de US$ 81 milhões residuais da aquisição da Mantiqueira Alimentos.
Todavia, vale destacar que a companhia apresentou receita líquida inédita de US$ 23,9 bilhões no 2T26, aproveitando-se de ampla diversificação geográfica da JBS (com operações no Brasil, Estados Unidos, Austrália e muito mais) e de proteínas animais (gado, aves e peixes).
Já o Ebitda ajustado (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) ficou em US$ 1,42 bilhão no 2T26, recuo de -18% na comparação anual, ao mesmo tempo que o
indicador fundamentalista ROE tombou de 25,7% há 12 meses para os atuais 13,4%.
A alta nos preços do gado in natura nos EUA superou a variação nos valores dos cortes de carne, refletindo a baixa disponibilidade de animais. Como resultado, as margens da JBS Beef North América seguiam pressionadas no 2T26, mas com
perspectiva de melhora com a importação de gado mexicano.
Por sua vez, a dívida líquida consolidada da JBS somava US$ 18,9 bilhões ao final do 2T26, significativamente superior ao saldo devedor de US$ 16,5 bilhões, dado o cenário de juros elevados tanto no Brasil quanto nos EUA.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
JBS N.V. (JBSS32) há 12 meses, hoje você teria R$ 916,81, já considerando o reinvestimento dos
dividendos em dólar. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 1.269,29 nas mesmas condições.