Petróleo dispara acima de US$ 107 e bolsas asiáticas despencam; veja o que aconteceu

Novos ataques no Oriente Médio pressionam o preço do Brent e aumentam a cautela nos mercados.

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Publicado em 14/09/2026 às 08:16h Publicado em 14/09/2026 às 08:16h por Wesley Santana
Petróleo alcança a maior cotação das ultimas semanas (Imagem: Shutterstock)
Petróleo alcança a maior cotação das ultimas semanas (Imagem: Shutterstock)

Nesta segunda-feira (14), o petróleo opera com forte alta no mercado internacional. De acordo com os monitores de commodities, o barril do tipo Brent é negociado acima de US$ 107.

Com a alta desta sessão, o óleo já acumula uma valorização de 18% nos últimos 30 dias. No ano, essa conta sobe para quase 60%, ainda de acordo com os indicadores.

O disparo desta vez está relacionado aos ataques registrados no último final de semana. Um oleoduto da Arábia Saudita sofreu diversos bombardeios, o que fez com que o governo interrompesse a operação do canal.

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Segundo as agências de notícias sauditas, os ataques foram registrados nas cidades de Riad e Medina. O oleoduto chamado de East-West é usado para escoar o petróleo do país, sendo uma alternativa para o bloqueio no Estreito de Ormuz.

O governo diz que, com a interrupção do local, há estoque para no máximo uma semana de exportações. Diante disso, surge a preocupação com eventuais desabastecimentos, já que o oleoduto é responsável por cerca de 4% do petróleo que circula pela região.

Decisão do Copom

A nova disparada do petróleo acontece apenas um dia antes do início da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de setembro. Os membros do colegiado devem se reunir nesta terça e quarta-feira para decidir o novo rumo da taxa de juros no país.

Até a semana passada, o mercado já dava como certo um corte de 0,25%, que poderia reduzir a Selic para 13,75%. Isso era visto nos contratos de Copom que são negociados na B3, com 95% dos investidores apostando nesta tese.

Com esse revés, o Banco Central pode ser um pouco mais cauteloso na redução dos juros. Isso porque o preço do petróleo afeta diretamente o da gasolina, que, consequentemente, pressiona a inflação.

Apesar disso, os preços de agosto apresentaram deflação de 0,32%, o que pode dar espaço para que a redução seja feita. A decisão do Copom será divulgada na noite da próxima quarta-feira (16).

Bolsas da Ásia caem

Enquanto os brasileiros ainda acordavam, as bolsas asiáticas já sentiam o peso da decisão dos investidores. Os principais mercados do continente caíram em bloco, mostrando que o apetite não está no melhor momento.

No Japão, o Nikkei 225 recuou 0,8%, retornando ao patamar de 63,5 mil pontos. Um dos principais responsáveis por este movimento foi o Softbank, que perdeu quase 11% de seu valor de mercado.

No entanto, na Coreia do Sul, o impacto foi ainda maior, com o Kospi recuando 3,3%, para a casa de 6,6 mil pontos.

Um dos únicos a se salvar foi o Hang Seng, de Hong Kong, que conseguiu ganhar 0,45%. Com isso, terminou o pregão perto dos 25 mil pontos, ainda de acordo com a bolsa local.