Petrobras (PETR4): Mercado prevê dividendos robustos e ajusta preço-alvo
O Goldman elevou e o Citi cortou o preço-alvo das ações da Petrobras, mas ambos esperam dividendos fortes no 2T26.
Nesta segunda-feira (3), a Petrobras (PETR4) aumentou o preço praticado no querosene de aviação. A partir de hoje, o combustível sairá com reajuste de 1,9% nas refinarias, representando um aumento de R$ 0,09.
A estatal tem feito reajustes mensais no querosene que é usado pelas companhias aéreas. Na última atualização, a empresa havia cortado 14% do valor, o que representou um desconto de R$ 0,81 para as empresas do setor.
O novo preço praticado não mexe com nenhum dos combustíveis disponíveis nos postos de gasolina. No entanto, o consumidor pode sentir o peso disso em outros produtos ou serviços, como as viagens aéreas e os produtos que são transportados pelas divisões de carga dessas marcas.
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“A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado exclusivamente para as distribuidoras, que são responsáveis pelo transporte e pela comercialização do produto para as empresas de transporte aéreo e demais consumidores finais nos aeroportos, bem como pelas instalações aeroportuárias e pelos serviços de abastecimento”, disse a empresa em nota.
Ainda não há informações de que a mudança pode mexer com o preço das ações da companhia petrolífera. Na última semana, a petrolífera viu seu valor de mercado subir 5%, chegando à sexta-feira com suas ações cotadas em R$ 43,40, conforme dados da B3.
Esta semana promete ser bastante agitada para a Petrobras (PETR4), que deve divulgar seu balanço do segundo trimestre. A maior empresa da B3 pode ter lucro de até US$ 8,4 bilhões, conforme espera parte dos analistas.
Em relatório recente, o Santander destacou o caminho de forte desempenho da companhia, especialmente na exploração e produção. O banco espera também que a alta do petróleo contribua para que os números encham os olhos dos investidores.
Já o BTG Pactual reforça o desempenho operacional da companhia no período, destacando a produção, que continua em trajetória de alta. Os analistas preferem ser menos otimistas com um recorde da meta anual neste momento, mas abrem espaço para possíveis novos anúncios de dividendos.
“Se a dinâmica atual dos spreads de refino se mantiver no segundo semestre de 2026 e em 2027, a geração de caixa e a capacidade de pagamento de dividendos da Petrobras podem melhorar ainda mais”, escrevem Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha.
O Goldman elevou e o Citi cortou o preço-alvo das ações da Petrobras, mas ambos esperam dividendos fortes no 2T26.
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