Petrobras (PETR4) ainda avalia reajuste na gasolina, diz CEO

A estatal reduziu os preços do diesel e do querosene de aviação nesta quarta-feira (1º).

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Publicado em 01/07/2026 às 15:43h Publicado em 01/07/2026 às 15:43h por Marina Barbosa
Magda Chambriard indicou que a gasolina deve seguir queda do petróleo, mas não deu prazo para reajuste (Imagem: Divulgação)
Magda Chambriard indicou que a gasolina deve seguir queda do petróleo, mas não deu prazo para reajuste (Imagem: Divulgação)
A Petrobras (PETR4) começou o mês de julho revisando os preços dos combustíveis, para acompanhar a recente queda do petróleo.
A estatal cortou em R$ 0,35 o litro do diesel, para compensar o fim da subvenção concedida pelo governo federal durante a guerra no Oriente Médio e, assim, evitar o aumento dos preços cobrados às distribuidoras. 
📉 Na sequência, reduziu em R$ 0,81 o litro do querosene de aviação, de forma a acompanhar a "atenuação" das cotações internacionais do combustível diante da redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
A estatal também anunciou nesta semana uma nova forma de cálculo dos preços do gás natural, com o objetivo de reduzir os efeitos das oscilações nos mercados internacionais. 
Agora, deve avaliar se os preços da gasolina também serão alterados, para garantir que todos os seus combustíveis acompanhem a tendência de preços internacionais.

Com a palavra, a CEO

⛽ Presidente da Petrobras, Magda Chambriard indicou nesta quarta-feira (1º) a gasolina deve acompanhar a tendência de redução do petróleo. 
Porém, lembrou que a estatal não faz reajustes "todos os dias", para evitar o repasse da volatilidade dos mercados globais para o bolso do consumidor. 
"Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência de preços internacionais, mas sem internacionalizar a volatilidade, sem internacionalizar a ansiedade", afirmou.
Ela disse ainda que o objetivo da estatal é fornecer produtos que caibam no bolso da sociedade brasileira, mas sem perder espaço no mercado.
Foi por isso que a estatal "custou" a reajustar a gasolina após o início da guerra no Oriente Médio, como lembrou Magda. 
O reajuste da gasolina só foi anunciado no fim de maio, depois que o combustível entrou na lista de subvenções do governo. 
No entanto, o subsídio à gasolina deve ser retirado nos próximos dias, assim como já aconteceu com o diesel, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o que pode abrir espaço para novas mexidas nos preços da Petrobras.