Anvisa notifica Mercado Livre (MELI34) por venda de medicamentos
Agência pede esclarecimentos sobre operação que inclui medicamentos com prescrição médica e retenção de receita.
Nesta semana, a Novo Nordisk anunciou uma parceria com o Mercado Livre do México para venda direta de seus principais produtos. No Brasil, o impacto nas farmacêuticas da B3 foi quase imediato, fazendo com que as ações caíssem rapidamente após o acordo.
Os analistas logo saíram para avaliar os termos e dizer o quanto isso poderia afetar as companhias brasileiras no caso de replicar o acordo por aqui. A XP Investimentos foi uma das que publicaram visões sobre o negócio.
De acordo com a corretora, a parceria acende um alerta para os investidores, especialmente no que se refere às margens das farmacêuticas no médio prazo. Eles entendem que o laboratório está transformando seus espaços em uma parte do ecossistema de venda, o que não vinha acontecendo até hoje.
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“Sob a parceria, o MELI oferece suporte logístico por meio do Mercado Envios e de seus centros de distribuição, enquanto a entrega de última milha será realizada por operadores de transporte farmacêutico licenciados”, diz a equipe de análise da XP Investimentos, em relatório.
Apesar disso, escrevem que, no curto prazo, a repercussão é pequena dada a legislação.
“A iniciativa sinaliza progresso contínuo na construção da vertical de saúde do Mercado Livre. A principal questão continua sendo a replicabilidade no Brasil, onde o arcabouço regulatório atual restringe materialmente tal modelo”, pondera a XP. “A regulação atual efetivamente exige que nem marketplaces nem fabricantes atuem como vendedores de medicamentos com prescrição, vemos impacto limitado no curto prazo”, continua.
Agência pede esclarecimentos sobre operação que inclui medicamentos com prescrição médica e retenção de receita.
Empresa também promete abrir espaço para grandes redes de farmácias no seu marketplace.