Mercado Livre (MELI34) lucra menos no 1T26, mas também investe mais no Brasil
Apesar de a varejista ser argentina, cerca de 53% de suas receitas são geradas por consumidores brasileiros.
Nesta semana, a Novo Nordisk anunciou uma parceria com o Mercado Livre do México para venda direta de seus principais produtos. No Brasil, o impacto nas farmacêuticas da B3 foi quase imediato, fazendo com que as ações caíssem rapidamente após o acordo.
Os analistas logo saíram para avaliar os termos e dizer o quanto isso poderia afetar as companhias brasileiras no caso de replicar o acordo por aqui. A XP Investimentos foi uma das que publicaram visões sobre o negócio.
De acordo com a corretora, a parceria acende um alerta para os investidores, especialmente no que se refere às margens das farmacêuticas no médio prazo. Eles entendem que o laboratório está transformando seus espaços em uma parte do ecossistema de venda, o que não vinha acontecendo até hoje.
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“Sob a parceria, o MELI oferece suporte logístico por meio do Mercado Envios e de seus centros de distribuição, enquanto a entrega de última milha será realizada por operadores de transporte farmacêutico licenciados”, diz a equipe de análise da XP Investimentos, em relatório.
Apesar disso, escrevem que, no curto prazo, a repercussão é pequena dada a legislação.
“A iniciativa sinaliza progresso contínuo na construção da vertical de saúde do Mercado Livre. A principal questão continua sendo a replicabilidade no Brasil, onde o arcabouço regulatório atual restringe materialmente tal modelo”, pondera a XP. “A regulação atual efetivamente exige que nem marketplaces nem fabricantes atuem como vendedores de medicamentos com prescrição, vemos impacto limitado no curto prazo”, continua.
Apesar de a varejista ser argentina, cerca de 53% de suas receitas são geradas por consumidores brasileiros.
Saldos não recuperados serão convertidos e transferidos para o Mercado Pago.