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Oncoclínicas (ONCO3) informou à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que não possui conhecimento sobre eventual proposta de capitalização no valor de R$ 500 milhões, conforme divulgado em reportagem do jornal Valor Econômico. A companhia também afirmou que não há definições relacionadas a uma possível operação dessa natureza.
A nota foi divulgada após a CVM questionar sobre informações de que a Oncoclínicas estaria negociando uma capitalização como parte de um plano de recuperação extrajudicial. Segundo a reportagem, a companhia também discutiria renegociação de dívidas e alongamento de prazos, em meio a uma alavancagem de 5,2 vezes o Ebitda e dívida de R$ 3,2 bilhões.
Na resposta enviada ao mercado, a Oncoclínicas afirmou que as conversas conduzidas pela
BR Partners (BRBI11) com credores seguem em estágio preliminar e que não existe, até o momento, qualquer definição sobre eventual desconto ou alongamento da dívida. A companhia também ressaltou que avalia alternativas financeiras junto à administração e seus assessores.
A empresa acrescentou ainda que não há decisão sobre eventual adoção de medida de recuperação extrajudicial. Lembrando que no 1º trimesre de 2026 a empresa registrou um prejuízo líquido e atingiu a marca de R$ 438,7 milhões, sendo um valor três vezes superior ao prejuízo de R$ 132 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.
A retração nos números começou pela base da operação. A Receita Bruta da Oncoclínicas fechou o período em R$ 1,45 bilhão, o que representa uma queda de 12% na comparação anual, enquanto a Receita Líquida sofreu um recuo ainda mais expressivo, de 22,3%, totalizando R$ 1,16 bilhão. Esse desempenho foi diretamente prejudicado por uma crise de abastecimento ocorrida em março.