As ações da
Oncoclínicas (ONCO3) operavam em forte queda na manhã desta quarta-feira (1º), após a companhia informar que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) concluiu que o Josephina III Fundo de Investimento em Participações não está obrigado a realizar a OPA (oferta pública de aquisição de ações) prevista no estatuto social da empresa.
Por isso, às 11h14 (horário de Brasília), os papéis recuavam 3,25%, a R$ 1,20. Segundo o documento, a área técnica da CVM concluiu que o Josephina III não está obrigado a lançar a oferta pública de aquisição de ações em razão da reorganização societária divulgada pela Oncoclínicas em novembro de 2024.
O documento também esclarece que o entendimento ainda poderá ser levado para análise. "O Ofício esclarece, ainda, que o entendimento da SRE poderá ser objeto de recurso ao Colegiado da CVM, nos termos do artigo 2º da Resolução CVM nº 46/22", diz parte do comunicado.
A decisão da CVM ocorre após a companhia confirmar que avalia uma eventual recuperação extrajudicial como parte das negociações para reestruturar seu endividamento junto aos debenturistas. A empresa convocou assembleias para discutir mudanças nos prazos de vencimento, pagamentos e remuneração das debêntures da 9ª e da 11ª emissão.
“As assembleias inserem-se no contexto da reestruturação do endividamento da companhia e das tratativas em curso com seus principais credores, refletindo as medidas adotadas pela companhia para o aprimoramento de sua estrutura de capital e para a preservação de suas atividades e operações”, afirmou a empresa.
Antes disso, no fim de maio, a Oncoclínicas já havia informado ao mercado que analisava alternativas para fortalecer sua estrutura de capital, após negar uma suposta proposta de capitalização de R$ 500 milhões. Na ocasião, a empresa também confirmou que estudava uma eventual recuperação extrajudicial, o que provocou forte reação na Bolsa.