Oncoclínicas (ONCO3) admite possível recuperação extrajudicial

A companhia quer reestruturar a dívida mantida com debenturistas, o que pode passar pela recuperação.

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Publicado em 15/06/2026 às 10:28h Publicado em 15/06/2026 às 10:28h por Marina Barbosa
A Oncoclínicas está no vermelho e com uma dívida bilionária para pagar (Imagem: Shutterstock)
A Oncoclínicas está no vermelho e com uma dívida bilionária para pagar (Imagem: Shutterstock)
Há meses tentando reequilibrar as contas, a Oncoclínicas (ONCO3) admitiu nesta segunda-feira (15) a possibilidade de entrar em recuperação extrajudicial.
⚠️ A companhia convocou assembleias gerais de debenturistas para tentar renegociar sua dívida e afirmou que essa reestruturação pode passar por uma eventual recuperação extrajudicial.
De acordo com a Oncoclínicas, o objetivo da assembleia é discutir os termos e condições da reestruturação da sua dívida, incluindo a alteração das datas de vencimento e pagamento e das taxas de remuneração das debêntures de 9ª e 11ª emissão.
Por isso, a empresa também precisará avaliar com os seus investidores de renda fixa os meios de implementação dessas alterações, o que pode incluir a aprovação e a adesão a um eventual plano de recuperação extrajudicial.
"As assembleias gerais de debenturistas inserem-se no contexto da reestruturação do endividamento da Companhia e das
tratativas em curso com seus principais credores, refletindo as medidas adotadas pela Companhia para o aprimoramento de sua estrutura de capital e para a preservação de suas atividades e operações", afirmou.

Recuperação extrajudicial

⚖️ No vermelho e com uma dívida bilionária para pagar, a Oncoclínicas já havia pedido proteção contra o vencimento antecipado de débitos à Justiça, o que normalmente antecede um pedido de recuperação.
No final de maio, as ações da empresa chegaram a tombar mais de 25% em um único pregão, diante de rumores sobre uma recuperação extrajudicial. Porém, à época, a empresa limitou-se a dizer que essa alternativa estava em estudo e que ainda não havia uma definição sobre o assunto.
Diferente da recuperação judicial, a recuperação extrajudicial permite que as empresas renegociem dívidas diretamente com os credores. Só depois que chega a um acordo é que a empresa vai à Justiça.
É uma alternativa que promete ser mais rápida e menos custosa do que a recuperação judicial, embora precise do apoio de ao menos 51% dos credores para seguir em frente. Por isso, tem ganhado espaço entre as empresas brasileiras.
Nos últimos meses, nomes como Raízen (RAIZ4), GPA (PCAR3) e Lupatech (LUPA3) também recorreram à recuperação extrajudicial para renegociar suas dívidas.