Oncoclínicas (ONCO3) anuncia pedido de recuperação extrajudicial

A Oncoclínicas terá 90 dias para atingir o percentual mínimo necessário à homologação do plano.

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Publicado em 14/07/2026 às 10:47h Publicado em 14/07/2026 às 10:47h por Elanny Vlaxio
O atendimento aos pacientes continuará ocorrendo de forma regular (Imagem: Shutterstock)
O atendimento aos pacientes continuará ocorrendo de forma regular (Imagem: Shutterstock)
A Oncoclínicas (ONCO3) anunciou que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras quirografárias.
A medida busca criar um ambiente jurídico estável, seguro e transparente para negociar o reperfilamento das obrigações financeiras da companhia, além de outros créditos, sem interromper suas operações, diz comunicado ao mercado. 
Segundo a empresa, o pedido já conta com a adesão de credores que representam aproximadamente 37% dos Créditos Abrangidos. 
A partir do processamento da recuperação extrajudicial, a Oncoclínicas terá 90 dias para atingir o percentual mínimo necessário à homologação do plano, permitindo que 100% dos Créditos Abrangidos fiquem vinculados às novas condições de pagamento.
A companhia informou ainda que o plano de recuperação poderá contemplar diferentes alternativas para reorganizar sua estrutura financeira. Entre elas estão uma eventual capitalização pelos acionistas, a conversão de parte dos Créditos Abrangidos em participação acionária, a substituição de parte das dívidas por novos passivos financeiros e o alongamento do cronograma de amortização das obrigações.
Lembrando que no 1º trimesre de 2026 a empresa registrou um prejuízo líquido e atingiu a marca de R$ 438,7 milhões, sendo um valor três vezes superior ao prejuízo de R$ 132 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. A receita bruta da Oncoclínicas fechou o período em R$ 1,45 bilhão, o que representa uma queda de 12% na comparação anual.
Contratos 
Como parte das medidas adotadas para reorganizar sua situação financeira, a companhia informou que sua controlada Centro Paulista de Oncologia S.A. rescindiu o contrato de locação atípico referente ao imóvel localizado na Avenida Angélica, em São Paulo. A multa estimada em aproximadamente R$ 76 milhões foi incluída na lista de Créditos Abrangidos. 
Além disso, a controlada CEBROM (Centro Brasileiro de Radioterapia Oncologia e Mastologia) também rescindiu um contrato relacionado a um hospital projetado para Goiânia (GO).
Nesse caso, o valor da multa ainda está sendo apurado e permanece incerto e ilíquido. A Oncoclínicas destacou ainda que o pedido de recuperação foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração e será submetido à ratificação em Assembleia Geral Extraordinária.
Serviços continuam? 
Apesar do processo de reestruturação, a Oncoclínicas ressaltou que a recuperação extrajudicial não abrange as obrigações operacionais correntes.
Dessa forma, os compromissos com clientes, fornecedores e demais parceiros considerados essenciais para a continuidade dos negócios seguirão sendo honrados normalmente, sem interrupções. A empresa também afirmou que o atendimento aos pacientes continuará ocorrendo de forma regular.