Justamente pelo risco de calote ser bem maior, as
debêntures são um tipo de renda fixa que costuma pagar juros compostos mais atrativos que o Tesouro Direto. Fora que a emissão de dívida feita pela Axia Energia se enquadra na categoria de
debêntures incentivadas.
Como forma de o governo brasileiro incentivar que investidores financiem projetos de infraestrutura estratégicos, não há cobrança de imposto de renda (IR) sobre as debêntures incentivadas, diferente do que ocorre no
Tesouro Direto ou mesmo nos populares
CDBs (Certificados de Depósitos Bancários).
Portanto, a remuneração de
IPCA+ 7,95% ao ano prometida aos debenturistas da Axia Energia nas condições atuais de mercado, na verdade, tem uma taxa de retorno equivalente (gross-up) a se o
Tesouro Direto ou um
CDB pagassem
IPCA+ 9,35% ao ano, considerando a alíquota de 15% cobrada para resgates do dinheiro após dois anos.
O ChatIA, o assistente inteligente do Investidor10, simula que se você aplicasse R$ 50 mil nas debêntures incentivadas da Axia Energia, até a data de vencimento em 15 de julho de 2036, o montante líquido embolsado é de R$ 107.166,61.
Já o
Tesouro IPCA+ 2035, título público de referência e que paga atualmente uma taxa indicativa de
IPCA+ 8,16% ao ano, retornaria nas mesmas condições o saldo de R$ 92.235,18, já descontado o IR.
Embora o Tesouro Direto traga um retorno consideravelmente inferior às debêntures incentivadas da Axia Energia, vale frisar que os títulos públicos são garantidos pelo próprio governo brasileiro, contando com liquidez diária para resgates antecipados e oportunidades de lucros com marcação a mercado.