Weg (WEGE3) e Engie (EGIE3) fecham contrato bilionário; veja detalhes

A Engie usará turbinas da Weg para ampliar uma das suas principais usinas hidrelétricas.

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Publicado em 27/07/2026 às 10:02h Publicado em 27/07/2026 às 10:02h por Marina Barbosa
As novas turbinas da Usina Hidrelétrica Jaguara devem entrar em operação em 2030 (Imagem: Divulgação/Engie)
As novas turbinas da Usina Hidrelétrica Jaguara devem entrar em operação em 2030 (Imagem: Divulgação/Engie)
Duas grandes empresas listadas na B3 anunciaram nesta segunda-feira (27) um negócio bilionário, que deve ajudar a ampliar a geração de caixa de ambos os negócios.
💡 A Engie (EGIE3) contratou a Weg (WEGE3) para o fornecimento de duas unidades geradoras de energia, com 116 MW de potência cada.
O negócio prevê um investimento total de R$ 1,2 bilhão e permitirá que a Engie avance com o plano de ampliar a potência da Usina Hidrelétrica Jaguara, ao mesmo tempo em que reforça a carteira de pedidos da Weg.

Engie

A Usina Hidrelétrica Jaguara está situada no Rio Grande, na divisa entre os estados de Minas Gerais e São Paulo.
O empreendimento conta com quatro unidades geradoras e uma capacidade instalada de 424 MW. Contudo, está em obras de modernização e agora também entrará em fase de ampliação.
O objetivo da Engie é ampliar a capacidade instalada da usina em 232 MW, por meio da instalação de duas novas unidades geradoras em poços já existentes, cada uma com 116 MW de potência.
O projeto foi acertado depois que a elétrica arrematou o produto Potência Hidrelétrica 2030 no Leilão de Reserva de Capacidade realizado pelo governo federal em março deste ano, com o intuito de reforçar a segurança do fornecimento de energia elétrica do país.
O contrato estabelece a venda de potência de 195,78 MW por um período de 15 anos, garantindo uma receita fixa anual estimada em R$ 270,4 milhões para a Engie.
O recurso deve entrar no caixa da empresa entre 2030 e 2045, pois o início da operação das novas turbinas está previsto para daqui a quatro anos.

WEG

Para a Weg, o negócio representa um reforço importante de receita, justamente em um momento em que a empresa tenta recuperar um ritmo acelerado de crescimento.
A fabricante de motores elétricos enfrentou dificuldades nos últimos trimestres, devido à queda da demanda por projetos de geração solar no Brasil e pela desvalorização do dólar, que achatou a receita externa. 
Porém, deu sinais de recuperação e entregou resultados superiores às projeções do mercado no segundo trimestre de 2026, deixando os analistas com a impressão de que os próximos balanços podem ser ainda melhores. Confira o balanço do 2T26 da Weg.
Ao anunciar o contrato com a Engie, a Weg disse que o negócio evidencia a sua capacidade "de desenvolver e fornecer soluções completas para projetos estratégicos do setor elétrico".
Além disso, observou que "a expansão da Usina Jaguara reforça o papel estratégico das hidrelétricas no cenário de transição energética considerando sua contribuição fundamental para o atendimento das altas demandas de energia no horário de ponta, garantindo a segurança energética do Brasil".