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Oi (OIBR3) informou nesta terça-feira (11) que não publicará as demonstrações financeiras referentes ao primeiro e ao segundo trimestres de 2026, somando mais dois balanços à lista de pendências que já incluía o terceiro trimestre de 2025 e as demonstrações anuais de 31 de dezembro de 2025. A empresa não apresentou nova data para a divulgação dos documentos.
Em fato relevante, a companhia atribuiu o atraso aos impactos do processo de recuperação judicial sobre suas demonstrações financeiras e ao estágio atual dos processos competitivos para a alienação de ativos já anunciados.
A PwC (PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes) permanece como auditora independente responsável pelos procedimentos de auditoria e revisão.
A Oi, que chegou a ser a maior operadora de telecomunicações da América Latina, atravessa o capítulo mais difícil de sua história.
Na última década, a empresa enfrentou duas recuperações judiciais, com a segunda iniciada em 2023. Em novembro de 2025, a Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da companhia por esvaziamento patrimonial e inviabilidade comercial.
Para honrar parte das obrigações na recuperação judicial, a Oi se desfez de ativos relevantes ao longo dos últimos anos, incluindo a operação de banda larga e TV por assinatura.
Mais recentemente, vendeu sua participação na V.tal por R$ 4,5 bilhões. A Justiça fluminense também autorizou a venda da telefonia fixa da empresa por R$ 60 milhões, no âmbito do processo de falência.
📊 A companhia segue em processo de leilão com o objetivo de manter os serviços essenciais em funcionamento e obter recursos para pagamento aos credores.