Os clubes de futebol brasileiros receberam quase R$ 1 bilhão em patrocínios de bets no ano passado, segundo levantamento da Sports Value, consultoria especializada em marketing esportivo.
Entre os maiores contratos estão os de Flamengo e Corinthians, enquanto São Paulo e Atlético-MG têm uma parcela significativa das receitas de marketing vinculada às casas de apostas.
Desde a legalização das apostas, em 2018, no governo de Michel Temer, as empresas do setor passaram a ocupar espaço no futebol brasileiro. Para algumas equipes, o dinheiro dos patrocínios representa uma fatia das receitas de marketing.
O cenário ganhou outros contornos nesta sexta-feira (25), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou uma MP (Medida Provisória) que prevê o fim das bets no Brasil, com punições que podem chegar a 6 anos de prisão.
Flamengo lidera os valores
O Flamengo aparece no topo entre os clubes que mais receberam recursos das bets. No ano passado, a Betano repassou **R$ 269 milhões ao clube. Na sequência está o Corinthians, que recebeu R$ 150 milhões da Esportes da Sorte. Os clubes, porém, também contam com outras fontes de receita, como bilheteria, direitos de transmissão e licenciamentos.
O impacto dos contratos fica ainda mais evidente quando se observa a participação das bets no marketing dos clubes. No São Paulo, o patrocínio da Superbet correspondeu a 73% da receita de marketing no ano passado No Atlético-MG, a participação também foi elevada e 69% da receita de marketing veio do contrato com a H2bet.
Veja o ranking:
- Flamengo: R$ 269 milhões;
- Corinthians: R$ 150 milhões;
- São Paulo: R$ 113 milhões;
- Palmeiras: R$ 100 milhões;
- Santos: R$ 70 milhões;
- Botafogo: R$ 55 milhões;
- Fluminense: R$ 52 milhões;
- Vasco: R$ 50 milhões;
- Cruzeiro: R$ 40 milhões;
- Atlético-MG: R$ 40 milhões;
- Red Bull Bragantino: R$ 31 milhões.