As ações da
Oi (OIBR3) serão excluídas da Bolsa, em razão da falência da operadora de telefonia.
❌ O regulamento da Bolsa permite que a
B3 cancele a listagem das empresas que têm a falência decretada pela Justiça, como aconteceu com a Oi. E a Bolsa confirmou nesta semana que o procedimento será aplicado à operadora.
Com isso, as ações da Oi deixarão de ser mantidas e negociadas no ambiente da Bolsa, passando a constar apenas nos registros do seu escriturador, o
Banco do Brasil.
Em comunicado, a Oi ressaltou que "a deslistagem não implica no cancelamento automático das ações de emissão da Companhia tampouco a conversão em créditos contra a massa falida".
"Os titulares permanecerão acionistas da Oi enquanto subsistirem as ações e a personalidade jurídica da sociedade", acrescentou.
Negociação já estava suspensa
A Oi comunicou o mercado da mudança nesta sexta-feira (18), dois dias depois de receber o aviso da B3 sobre o cancelamento da listagem.
A falência da Oi foi decretada pela primeira vez em novembro de 2025, mas foi suspensa dias depois por um pedido de bancos credores. Porém, acabou sendo confirmada depois que a companhia admitiu não ter mais recursos em caixa para manter suas operações.
Antes disso, as ações da Oi já haviam sido retiradas do pregão da B3, passando a ser negociadas apenas por leilão, já que a companhia não conseguiu cumprir a determinação da Bolsa de manter o papel acima de R$ 1.
Dessa forma, a deslistagem das ações da Oi marca um dos últimos capítulos de uma crise que se arrastou por meses e acabou corroendo boa parte do valor dos papeis.
Para se ter ideia, as ações ordinárias da Oi afundaram mais de 80% nos últimos 12 meses. Por isso, eram cotadas por apenas R$ 0,10 no último dia de negociação na B3.