Ações da Oi (OIBR3) serão excluídas da B3; veja impacto para investidores

A B3 decidiu cancelar a listagem da Oi, devido à falência da operadora.

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Publicado em 18/09/2026 às 18:53h Publicado em 18/09/2026 às 18:53h por Marina Barbosa
Ações da Oi passam a constar apenas nos registros do escriturador (Imagem: Shutterstock)
Ações da Oi passam a constar apenas nos registros do escriturador (Imagem: Shutterstock)
As ações da Oi (OIBR3) serão excluídas da Bolsa, em razão da falência da operadora de telefonia.
❌ O regulamento da Bolsa permite que a B3 cancele a listagem das empresas que têm a falência decretada pela Justiça, como aconteceu com a Oi. E a Bolsa confirmou nesta semana que o procedimento será aplicado à operadora.
Com isso, as ações da Oi deixarão de ser mantidas e negociadas no ambiente da Bolsa, passando a constar apenas nos registros do seu escriturador, o Banco do Brasil
Em comunicado, a Oi ressaltou que "a deslistagem não implica no cancelamento automático das ações de emissão da Companhia tampouco a conversão em créditos contra a massa falida". 
"Os titulares permanecerão acionistas da Oi enquanto subsistirem as ações e a personalidade jurídica da sociedade", acrescentou.

Negociação já estava suspensa

A Oi comunicou o mercado da mudança nesta sexta-feira (18), dois dias depois de receber o aviso da B3 sobre o cancelamento da listagem.
⚖️ Porém, a negociação das ações já estava suspensa desde 25 de agosto -dia em que a Justiça do Rio de Janeiro confirmou a falência da operadora.
A falência da Oi foi decretada pela primeira vez em novembro de 2025, mas foi suspensa dias depois por um pedido de bancos credores. Porém, acabou sendo confirmada depois que a companhia admitiu não ter mais recursos em caixa para manter suas operações.
Antes disso, as ações da Oi já haviam sido retiradas do pregão da B3, passando a ser negociadas apenas por leilão, já que a companhia não conseguiu cumprir a determinação da Bolsa de manter o papel acima de R$ 1.
Dessa forma, a deslistagem das ações da Oi marca um dos últimos capítulos de uma crise que se arrastou por meses e acabou corroendo boa parte do valor dos papeis.
Para se ter ideia, as ações ordinárias da Oi afundaram mais de 80% nos últimos 12 meses. Por isso, eram cotadas por apenas R$ 0,10 no último dia de negociação na B3.