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Auren Energia (AURE3) teve prejuízo líquido de R$ 379,1 milhões no segundo trimestre do ano (
2T26), cerca de 32,7% inferior ao saldo também negativo apurado um ano antes, dado que a companhia elétrica atravessa um período de redução de dívidas, especialmente pela aquisição da AES Brasil.
Mesmo o Ebitda ajustado (lucro antes de impostos, juros e depreciação) encolheu -12,4% no 2T26, com saldo positivo de R$ 858,9 milhões, diante de menor comercialização de energia elétrica e geração de eólica abaixo da média.
Todavia, a Auren Energia registrou ganhos de modulação na geração de energia elétrica em suas usinas, permitindo a maior produção em hidrelétricas e parques eólicos em momentos de horários do dia de demanda forte, contrapondo a desvantagem da energia solar no período vespertino e noturno.
Na prática, tais ganhos de modulação renderam R$ 70,5 milhões no 2T26, salto de +75% na comparação anual. Só que o grau de endividamento da empresa ainda chama a atenção do mercado.
A relação Dívida Líquida Sobre Ebitda Ajustado da Auren Energia encerrou o trimestre em 5,3 vezes, bem superior à média de 2,85 vezes das demais companhias do
setor elétrico, conforme dados do
Investidor10.
Anteriormente conhecida como CESP (Companhia Energética de São Paulo), a
AURE3 já foi alvo do mega investidor Luiz Barsi em setembro de 2025, que chegou a anunciar a venda de sua posição na então Eletrobras, atual
Axia Energia (AXIA3).
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Auren Energia (AURE3) há dez anos, hoje você teria R$ 1.070,90, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.082,30 nas mesmas condições