Natura (NATU3) antecipa resultados piores que o esperado no 2T26; veja projeções
A receita líquida deve ser afetada pela redução das vendas e por desafios operacionais.
Nesta segunda-feira (31), a Natura (NATU3) informou ao mercado uma troca no seu primeiro escalão. O atual CEO João Paulo Ferreira renunciou ao cargo e deve deixar a empresa no próximo dia 30 de setembro. Em seu lugar assume o ex-CEO Alessandro Carlucci, que deixou a cadeira em 2014.
“Para conduzir um novo momento da história da Natura e com plena confiança no legado construído até aqui, o Conselho de Administração elegeu Alessandro Carlucci como novo Diretor-Presidente (CEO), a tomar posse em 01 de outubro de 2026, atuando desde já em colaboração com João Paulo em uma transição sem rupturas. O executivo já comandou a Natura como CEO entre 2005 e 2014 e reúne profundo conhecimento do modelo de negócios da Companhia com vasta experiência recente adquirida em outras grandes organizações nos setores de consumo, varejo e comércio digital”, diz a empresa por meio de fato relevante.
Carlucci atualmente exercia o cargo de presidente do conselho, mas o renunciou para assumir a nova função. Ele já deixou o colegiado no dia 29 de agosto, conforme anunciou a empresa, já que o estatuto não permite a soma de funções neste escalão.
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Quem passa a chefiar o board é Fabio Barbosa, membro do conselho consultivo da marca, que já havia ocupado a cadeira anteriormente. Seu nome deve ser votado pelos acionistas na próxima Assembleia, que ainda não tem data para acontecer.
“A sucessão vinha sendo planejada há algum tempo e dependia de três etapas que só convergiram agora: a saída dos fundadores, a entrada confirmada da Advent e uma transição que não interrompesse as medidas implementadas durante o 2T”, destacaram os analistas da XP.
No mercado, os investidores receberam a notícia com entusiasmo, fazendo as ações saltarem mais de 3,5% nesta segunda. Em dado momento do pregão, o avanço chegou à casa de 8%. Por volta das 13h, os papéis se estabilizaram na faixa de R$ 9,05, mostram dados da B3.
“Acreditamos que os investidores devem receber bem a mudança, dado o forte histórico e a experiência de Alessandro Carlucci na Natura, embora o cenário macroeconômico desafiador e os ajustes operacionais em andamento devam manter os resultados de curto prazo pressionados”, finaliza relatório da XP.
Outros bancos também saíram para fazer análises sobre as mudanças, destacando uma troca positiva. O Itaú BBA recebeu a notícia como positiva, mas destacou que as atenções do mercado continuam na execução das metas operacionais.
A Natura é uma das principais empresas de cosméticos do país, com valor de mercado em torno de R$ 12,5 bilhões. Em 2026, a companhia viu seu valuation aumentar em quase 25% depois de algumas trocas na gestão.
A receita líquida deve ser afetada pela redução das vendas e por desafios operacionais.
O objetivo é adquirir o saldo remanescente de ações que não foi comprado no programa encerrado.