Motiva (MOTV3) pagará R$ 124 milhões aos acionistas ainda em abril de 2026
Empresa de infraestrutura de mobilidade distribuirá juros sobre o capital próprio (JCP).
Nesta segunda-feira (27), o Grupo Mover informou ao mercado a pretensão de vender suas ações da Motiva (MOTV3), antiga CCR, ao Bradesco BBI. Atualmente, o grupo controla quase 15% do capital social da controladora da agência de carros Movida.
O documento divulgado destaca que a oferta vinculante também está aberta aos demais acionistas da marca, que contam com direito de preferência por 30 dias a partir da publicação.
Na semana passada, a imprensa já havia divulgado a transação entre as duas companhias, com o objetivo de quitar uma dívida antiga. Segundo o Estadão, o negócio teria sido acordado em mais de R$ 5 bilhões.
O valor não só pagaria o débito em aberto junto ao BBI como daria um caixa adicional de R$ 500 milhões para o Mover, que passa por recuperação judicial desde 2024.
Leia mais: Raízen oferece até R$ 5 bilhões a investidores de renda fixa
O Grupo Mover é o ex-Camargo Corrêa, que ficou conhecido ao redor do Brasil pelo envolvimento na Lava Jato. A holding possui participações em vários setores, como energia, infraestrutura e mineração.
A empresa não possui ações na bolsa, mas quem sentiu o impacto foi justamente a Motiva. Os papéis abriram o pregão com baixa de 1,5% nesta segunda, conforme dados da B3.
Por volta das 11h, cada ativo era negociado aos R$ 16,25. O desempenho recente praticamente apagou o resultado positivo que vinha acumulando desde o início do ano.
A Motiva também aproveitou o momento para anunciar a troca no seu alto comando. A companhia anunciou Douglas Coutinho como novo diretor de Planejamento Financeiro e Inteligência de Mercado.
O novo executivo assume o cargo para responder diretamente ao vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, Rodrigo Araújo, e tem como meta aumentar a eficiência da empresa para os próximos anos. Por isso, foi definido o foco na relação entre Opex (Caixa) e Receita Líquida de 28% até 2035.
“Assumo a posição com o objetivo claro de acelerar a geração de valor, com foco na disciplina financeira para otimizar a estrutura de custos e a alocação de capital”, afirma.
Empresa de infraestrutura de mobilidade distribuirá juros sobre o capital próprio (JCP).
Empresa de infraestrutura de mobilidade investiu R$ 8,5 bilhões, o maior aporte do setor já feito no Brasil.