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Engie Brasil Energia (EGIE3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 792 milhões no primeiro trimestre do ano (
1T26), recuo de -4,1% ante igual período de 2025, conforme resultados divulgados nesta quinta-feira (7).
Pesou sobre a lucratividade da
companhia elétrica o efeito negativo de R$ 204 milhões do resultado financeiro e o saldo de R$ 62 milhões em depreciação e amortização. Já o Ebitda Ajustado (lucro que desconsidera tais efeitos) foi de R$ 2,22 bilhões no 1T26, alta de +10% na comparação anual.
A empresa contou com combinação positiva das variações de quantidade de energia vendida e preço médio líquido de venda, rendendo-lhe receita operacional líquida de R$ 3,4 bilhões no 1T26, crescimento de +13,1% na variação anual. No total, a companhia vendeu 10.592 GWh de energia no trimestre, ganho de +10,5%.
Durante o 1T26, a Engie Brasil Energia comercializou 195,78 MW de potência da usina hidrelétrica Jaguara, com contrato de 15 anos a partir de 2030 e receita fixa anual de R$ 270,4 milhões. Além disso, arrematou dois lotes de leilão de transmissão elétrica, concessão de 30 anos e RAP (Receita Anual Permitida) de R$ 122,8 milhões.
Na área comercial, houve crescimento de +35% na base de clientes e de +29% no total de unidades consumidoras no 1T26 ante igual período de 2025, refletindo a crescente demanda por soluções energéticas sustentáveis e de longo prazo.
Por sua vez, a dívida líquida da Engie Brasil Energia saltou +20,9% na variação anual, saindo de R$ 20,6 bilhões para R$ 24,9 bilhões ao final do 1T26. O custo médio ponderado nominal da dívida girava em torno de 11,30% ao ano, equivalente a
IPCA+ 6,90% ao ano.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Engie Brasil Energia (EGIE3) há dez anos, hoje você teria R$ 2.951,70, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.593,20 nas mesmas condições.