A
Engie Brasil (EGIE3) anunciou nesta quinta-feira (16) a repactuação das usinas hidrelétricas Cana Brava e Ponte de Pedra, livrando a
companhia elétrica do pagamento de R$ 4,4 bilhões ao longo do tempo, em detrimento de um único aporte de R$ 2,3 bilhões.
Com o aval da lei sobre obrigações futuras de uso de bem público, a Engie Brasil encontrou mais vantagem pelo pagamento em parcela única sobre as hidrelétricas repactuadas, considerando o prazo original da concessão.
Após análise da companhia, a repactuação demonstrou criação de valor para as concessões das usinas Cana Brava e Ponte de Pedra, cujos valores eram de R$ 3,04 bilhões e R$ 1,4 bilhões, respectivamente.
Com a negociação, as cifras foram reduzidas para R$ 1,71 bilhão e R$ 653 milhões, respectivamente. Vale destacar que o valor final a ser desembolsado pela Engie Brasil ainda terá acréscimo da variação da taxa Selic apurada desde o dia 8 de dezembro de 2025 até a data efetiva de pagamento.
Serão descontados do montante devedor o dinheiro já quitado pela empresa em parcelas mensais. Tais mudanças contábeis nos números da
EGIE3 só serão computadas nos resultados da companhia apurados no segundo trimestre do ano (2T26).
Com 55 usinas, a companhia elétrica possui uma capacidade instalada de 8.276 MW, representando cerca de 6% da capacidade de geração de energia no Brasil, com 90% de sua produção oriunda de fontes renováveis.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Engie Brasil (EGIE3) há dez anos, hoje você teria R$ 3.257,30, já considerando o reinvestimento dos dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.721,00 nas mesmas condições.