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Um dia depois do Itaú (ITUB4) divulgar o balanço do primeiro trimestre de 2026, as ações do banco caem na bolsa de valores. Por volta das 13h, os papéis recuavam quase 1%, sendo negociados na faixa de R$ 42, conforme dados da B3.
O movimento acontece mesmo com um balanço consistente, que mostrou um lucro de R$ 12,2 bilhões no 1T26 (alta de 10% no ano). No entanto, os olhos dos investidores foram para outros números, como o aumento da inadimplência, que se mostrou um resultado de risco para a maior instituição financeira do país.
Em conferência de resultados durante a manhã, o CEO do Itaú destacou que a empresa tem adotado disciplina para tentar controlar os problemas com pagamentos. No entanto, ele admitiu que essa é uma realidade que atinge não só seu banco, como também os concorrentes.
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“Nenhum portfólio está 100% imune. Mas temos capacidade de reagir rapidamente”, iniciou. “Nosso portfólio já tem provisões adequadas e estamos confortáveis com a qualidade do balanço”, continuou.
Atualmente, o Itaú tem um valor de mercado de R$ 461 bilhões, com avanço de 7% em 2026. Essa é a segunda empresa mais valiosa do Brasil, atrás apenas da Petrobras (PETR4), conforme dados do monitor Companies MarketCap.
Para muitos analistas do setor bancário, o resultado mais recente do Itaú confirma a consistência operacional que a companhia mantém. No entanto, não trouxe grandes surpresas em relação ao que já era esperado pelo mercado em termos de lucro e de resultado financeiro.
Para o UBS BB, por exemplo, o balanço representa uma posição mais conservadora no curto prazo. “Mantemos nossa visão de potencial limitado de valorização nos níveis atuais”, destaca relatório divulgado pelo banco suíço.
Já o BTG Pactual está mais otimista com o Itaú, mantendo o banco como top pick no setor financeiro. “Se a qualidade de ativos for o principal driver de fluxo para o setor, então o Itaú se destaca como o vencedor claro”, dizem os analistas.
A XP Investimentos também segue na mesma linha, com recomendação de compra, enxergando um potencial de valorização de até 20% no preço atual das ações. “Continuamos a ver o Itaú como o principal banco incumbente no Brasil e acreditamos que a diferença em relação aos pares deve aumentar ao longo do tempo”, diz relatório.
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