Ibovespa sobe de olho na guerra e na inflação dos EUA; dólar cai

Após quase atingir a marca de US$ 80 por barril nas primeiras horas do pregão, o petróleo avançava 2,10%.

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Publicado em 14/07/2026 às 11:28h Publicado em 14/07/2026 às 11:28h por Elanny Vlaxio
O dólar recuava 1,22% (Imagem: Shutterstock)
O dólar recuava 1,22% (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa opera em alta nesta sessão, com investidores acompanhando de perto o avanço das tensões no Oriente Médio e a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, fatores que podem influenciar os próximos passos da política monetária da maior economia do mundo. Enquanto a Bolsa brasileira avança, o dólar perde força frente ao real, em um dia de apetite por risco nos mercados.
Por volta do mesmo horário, o principal índice da B3 subia 0,57%, aos 176.739,95 mil pontos. Já o dólar comercial recuava 1,22%, sendo negociado a R$ 5,08. No mercado internacional de commodities, o petróleo mantinha trajetória de alta. Após quase atingir a marca de US$ 80 por barril nas primeiras horas do pregão, a commodity avançava 2,10% e era negociada a US$ 79,78.
O movimento positivo também alcançava outros segmentos do mercado brasileiro. O IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, registrava valorização de 0,15%, aos 3.835,97 mil pontos. As criptomoedas também acompanhavam o cenário favorável. O Bitcoin (BTC) avançava 1,38%, enquanto o Ethereum (ETH) registrava alta ainda mais expressiva, de 4,51%, reforçando o desempenho positivo dos ativos de risco.
No exterior, o ambiente também era de otimismo, com os principais mercados internacionais operando no campo positivo enquanto investidores seguem monitorando os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e os indicadores econômicos dos Estados Unidos. Veja como operavam as bolsas lá fora:

O que mexe com o mercado

O Ibovespa iniciou o pregão desta terça-feira (14) em alta, impulsionado pela divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos que vieram abaixo das expectativas do mercado. O CPI (índice de preços ao consumidor) recuou 0,4% em junho na comparação com maio, enquanto a projeção dos analistas apontava para uma queda de 0,2%. 
"Após a divulgação dos dados, a curva de juros de americana passou a operar em queda em praticamente todos os vértices, refletindo uma percepção mais favorável para a inflação. Apesar disso, o mercado ainda atribui 54% de probabilidade a uma elevação dos juros na reunião de setembro, abaixo dos 59% observados no dia anterior", avaliou a Analista de Macroeconomia da InvestSmartXP, Sara Paixão.
Ao mesmo tempo, os investidores seguem atentos ao agravamento das tensões no Oriente Médio. Pelo segundo dia consecutivo, as forças norte-americanas promoveram ofensivas contra alvos iranianos, enquanto Teerã respondeu com novas ações militares, intensificando a disputa em torno do Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas para o transporte global de petróleo.
Veja também as maiores altas do Ibovespa
  • VALE3: +1,88% a R$ 74,22;
  • RADL3: +1,76% a R$ 18,52;
  • B3SA3: +1,65% a R$ 15,37;
  • HAPV3: +1,63% a R$ 10,63;
  • RDOR3: +1,55% a R$ 36,11.
E as maiores baixas
  • CMIN3: -4,95% a R$ 5,18;
  • TOTS3: -1,78% a R$ 28,70;
  • CSNA3: -1,72% a R$ 5,15;
  • BRKM5: -1,59% a R$ 6,83;
  • VBBR3:-1,56% a R$ 32,25.