Ibovespa fecha em alta pelo 6º dia seguido em pregão difícil; confira

O índice fechou com alta de 0,01% e garantiu a 6ª vitória seguida por apenas 9 pontos, após IPCA-15 com deflação de 0,40% animar o pregão.

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Publicado em 26/08/2026 às 18:06h Publicado em 26/08/2026 às 18:06h por Matheus Silva
A Bolsa chegou a tocar os 176.296,49 pontos na máxima do dia (Imagem: Shutterstock)
A Bolsa chegou a tocar os 176.296,49 pontos na máxima do dia (Imagem: Shutterstock)
📈 O Ibovespa (IBOV) garantiu nesta quarta-feira (26) a sexta alta consecutiva, mas por uma margem que dificilmente poderia ser menor. O índice fechou com variação positiva de apenas 0,01%, aos 174.586 pontos, um ganho de meros 9,46 pontos. 
A Bolsa chegou a tocar os 176.296,49 pontos na máxima do dia, mas foi perdendo tração ao longo da sessão até encerrar praticamente no zero. O dólar comercial subiu 0,22%, a R$ 5,151. Os juros futuros, que haviam aberto em queda, reverteram o movimento e fecharam em alta na maioria dos vértices.
O dado que movimentou a manhã foi o IPCA-15 de agosto, que trouxe deflação de 0,40%, resultado mais forte do que o mercado projetava. A surpresa animou o índice na abertura, mas o entusiasmo arrefeceu rapidamente ao longo do pregão.
A cautela dos analistas tem explicação. A deflação foi puxada por efeitos não recorrentes. Basiliki Litvac, economista da XP, destacou o bônus de Itaipu como vetor, que gerou recuo de 6,25% na conta de energia elétrica.

PIB dos EUA estável e PCE em linha com expectativas não alteram a narrativa do Fed

Do outro lado do Atlântico, os dados americanos também pesaram no humor dos mercados. A segunda estimativa do PIB do 2T26 manteve a alta anual em 1,5%, sem revisões, mas com ritmo inferior ao do primeiro trimestre, pressionado pelo aumento do déficit comercial.
O PCE de julho, medida de inflação preferida do Fed, avançou 0,2% no mês, em linha com as projeções, com o núcleo do indicador também subindo 0,2% mensal e 3,3% no acumulado anual. "O PCE veio em linha com as expectativas do mercado e não altera a narrativa para os juros. 
A inflação continua pressionada e é uma preocupação para o Fed. Até a reunião de setembro, no entanto, o Fed terá alguns novos dados em mãos, incluindo o relatório de empregos de agosto na próxima sexta-feira", avaliou Andressa Durão, economista do ASA.
Wall Street andou de lado e fechou no vermelho, aguardando também o discurso de Kevin Warsh na sexta-feira (28) no simpósio de Jackson Hole, sua primeira fala pública como presidente do Fed, e os resultados trimestrais da Nvidia.
No Oriente Médio, o Irã afirmou ter fechado um acordo com Omã sobre a administração do Estreito de Ormuz, mas acusou os EUA de bloquear o entendimento. O petróleo reagiu com leve queda, dando continuidade à sequência de recuos recentes.

Bancos e Petrobras sustentam a alta

No mercado acionário, os bancos ainda conseguiram apoiar o índice. O Bradesco (BBDC4) subiu 1,25%, o Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 0,03% e o Santander (SANB11) valorizou 0,13%. 
O Banco do Brasil (BBAS3) recuou 0,26%, após anunciar o início das renegociações pelo programa de reestruturação de dívidas do setor rural lançado pelo governo federal. A Vale (VALE3) cedeu 0,32%, enquanto a Petrobras (PETR4) subiu 0,24% mesmo com o petróleo em queda. 
A Embraer (EMBJ3) avançou 0,92% com analistas elevando o preço-alvo, e a Magazine Luiza (MGLU3) se destacou com alta de 3,74%. A Rumo (RAIL3) fechou com ganho de 0,41%.
📈Para a quinta-feira (27), o mercado aguarda os dados de desemprego no Brasil, que segue em patamares historicamente baixos.