O foco de quem investe em
fundos imobiliários (FIIs) é receber uma renda passiva previsível na forma de
dividendos mensais, só que o mercado imobiliário também é capaz de aumentar o patrimônio dos investidores ao longo dos ciclos. Todavia, o ano de 2026 está exigindo uma paciência um pouco maior dos quase 3,3 milhões de investidores pessoas físicas que aplicam na categoria.
Apesar de o
IFIX ter subido quase +1% nesta terça-feira (25) e fechado acima dos 3,7 mil pontos, o índice dos
FIIs mais negociados na bolsa de valores ainda apresenta queda de quase -7% desde o pico dos 3.944,38 pontos registrado em meados de abril, sem considerar o reinvestimento dos dividendos mensais.
Ou seja, a maioria dos
FIIs está mais barata e com preços de entrada mais atrativos, mas isso não significa que todos valem a pena. Por isso, os analistas do BTG Pactual publicaram um relatório nesta data só dedicado a identificar as oportunidades mais promissoras.
De cara, o banco cita os
FIIs de lajes corporativas como o segmento mais descontado da indústria de
FIIs, negociando, em média, 36% abaixo do valor patrimonial.
"Em diversos casos, o preço implícito por metro quadrado está abaixo do custo de reposição dos imóveis. Ao mesmo tempo, os fundamentos operacionais vêm melhorando: entre os
edifícios corporativos de alto padrão em São Paulo, a vacância recuou de 13,6% no primeiro trimestre para 12,7% no segundo trimestre de 2026, enquanto o preço pedido dos aluguéis avançou 5% no período", comentam o analista Daniel Marinelli.
Nesse contexto, que combina descontos elevados nos preços das cotas, recuperação da ocupação em
escritórios e potencial de valorização dos aluguéis, especialmente nos FIIs de lajes corporativas bem localizados (Faria Lima, Avenida Paulista e Marginal Pinheiros), o analista do BTG Pactual recomenda duas oportunidades que o mercado ainda não precificou bem:
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no
FII JSRE11 há cinco anos, hoje você teria R$ 1.100,60, ao passo que o
FII PVBI11 teria entregue R$ 1.034,90, em ambos os casos já considerando o reinvestimento dos dividendos mensais.