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Ibovespa opera em forte alta nesta quarta-feira (22), mesmo com a entrada em vigor das novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros. Por volta das 12h08 (horário de Brasília), o principal índice da Bolsa brasileira avançava 1,29%, aos 175.569,55 mil pontos, enquanto o
dólar à vista recuava 0,27%, cotado a R$ 5,07.
No mercado internacional, o
petróleo também ganhava força, com alta de 2,83%, a US$ 86,74 o barril. Apesar do novo capítulo da disputa comercial, os investidores seguem comprando ativos de risco, em um movimento apoiado pelo avanço das commodities, especialmente do petróleo, que impulsiona ações ligadas ao setor.
Nem todos os segmentos, porém, acompanhavam o bom humor da renda variável. O
IFIX, índice que reúne os fundos imobiliários negociados na B3, recuava 0,29%, aos 3.816,74 pontos, indicando um pregão mais cauteloso para o mercado de FIIs.
Já entre os criptoativos, o comportamento era misto. No mesmo horário, o
Bitcoin (BTC) caía 1,64%, enquanto o
Ethereum (ETH) avançava 0,10%, mostrando que o mercado de moedas digitais seguia trajetória diferente da observada na Bolsa brasileira e nas commodities. Veja como operavam as bolsas lá fora:
O que mexe com o mercado
O desempenho da Bolsa chama atenção porque ocorre justamente no primeiro dia de vigência da sobretaxa americana de 25% sobre parte das exportações brasileiras. Entre os itens que ficaram de fora da sobretaxa estão, por exemplo, petróleo, carne bovina e café.
O presidente dos EUA, Donald Trump, também anunciou um
novo pacote tarifário para medicamentos genéricos importados, que poderá elevar a taxação para até 200% nos próximos anos. A medida faz parte da estratégia do governo americano para estimular a instalação de fábricas farmacêuticas no país.
Os resultados operacionais da
Vale (VALE3) também impulsionam o principal índice da B3. A mineradora produziu 84,3 milhões de toneladas de minério de ferro no trimestre, sendo uma alta de 0,8% na comparação com o ano anterior. Já a
WEG (WEGE3) registrou lucro líquido de R$ 1,56 bilhão no 2º trimestre de 2026, resultado 2,1% inferior.
Veja também as maiores altas do Ibovespa
- WEGE3: +9,51%; R$ 46,51;
- BRKM5: +7,18%; R$ 6,12;
- CMIN3: +4,30%; R$ 5,82;
- CSNA3: +4,15%; R$ 5,27;
- RECV3: +2,90%; R$ 10,64.
E as maiores baixas
- TIMS3: -1,50%; R$ 22,33;
- CXSE3: -1,48%; R$ 22,00;
- ISAE4: -1,34%; R$ 28,05;
- MGLU3: -1,24%; R$ 4,76;
- TOTS3: -1,02%; R$ 28,28.