Os brasileiros investiram mais no primeiro semestre de 2026, com os juros altos elevando a atratividade da
renda fixa. Com isso, o volume de recursos aplicado pelos investidores pessoas físicas no país ultrapassou a marca de R$ 9 trilhões.
💰 De acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o estoque dos investimentos realizados por pessoas físicas alcançou R$ 9,141 trilhões em junho. É o equivalente a 6,4% ou R$ 553 bilhões a mais que o registrado ao final de 2025: R$ 8,588 trilhões.
A alta foi puxada pelo varejo de alta renda, que colocou quase R$ 244 bilhões a mais no mercado. Porém, o varejo tradicional e o segmento private também ampliaram seus investimentos. Veja os números:
- Varejo alta renda: +6,4% ou R$ 243,9 bi;
- Varejo tradicional: +6,1% ou R$ 172,3 bi;
- Private: +5,2% ou R$ 137,2 bi.
Ativos preferidos
A maior parte dos novos investimentos das pessoas físicas foi para aplicações de renda fixa, sobretudo para o
Tesouro Direto, que atingiu taxas recordes no final do semestre, em meio à preocupação com a
inflação e os
juros.
🚀 De acordo com a Anbima, os aportes nos títulos públicos brasileiros saltaram 32,9% no primeiro semestre de 2026. Com isso, o total de recursos aplicados por pessoas físicas no Tesouro Direto encostou nos R$ 350 bilhões.
Para a presidente do Fórum de Distribuição da Anbima, Luciane Effting, os juros elevados ajudam a explicar a alta, mas também as medidas que tentaram ampliar o acesso do pequeno investidor a esse tipo de ativo.
"No varejo, a expansão também reflete medidas que facilitaram o acesso da pessoa física, como a simplificação das plataformas e a criação de produtos voltados a objetivos específicos, como o
Tesouro Educa+ e o
Renda+", afirmou.
De acordo com a Anbima, os ETFs foram a categoria de maior crescimento percentual do período, com um salto de 38,8%. Porém, ainda representam apenas 1,1% do patrimônio da indústria.
A título de comparação, o salto de 38,8% dos ETFs representa uma entrada de R$ 7,1 bilhões na categoria, enquanto a alta de 32,9% do Tesouro Direto representa um acréscimo de R$ 86,6 bilhões nos investimentos realizados na plataforma.
No caso das
ações, o valor total investido pelas pessoas físicas cresceu 1,2%, o equivalente a R$ 9,7 bilhões.
Porém, a alta das ações foi sustentada pelos investidores do varejo, pois o segmento private, que concentra os clientes com mais de R$ 5 milhões investidos, reduziu em 1,3% a sua exposição a essa classe de ativos.
Veja onde os brasileiros mais investiram no primeiro semestre de 2026:
- ETFs: +38,8% ou R$ 7,1 bi;
- Títulos públicos: +32,9% ou R$ 86,6 bi;
- FIPs: +28,8% ou R$ 13,1 bi;
- FIIs: +25,4% ou R$ 32,6 bi;
- FIDCs: +21,3% ou R$ 11,1 bi;
- LCIs: +13,7% ou R$ 62,1 bi;
- COEs: +12,5% ou R$ 12,9 bi;
- Fundos de renda fixa: +11,6% ou R$ 117,2 bi;
- CDBs: +8,5% ou R$ 113,1 bi;
- Previdência: +6,5% ou R$ 100,5 bi.
Os investimentos preferidos
Apesar da alta dos títulos públicos, a previdência ainda aparece como o investimento com mais aplicações de pessoas físicas no Brasil.
💵 Segundo a Anbima, os brasileiros mantinham mais de R$ 1,6 trilhão aplicado na
previdência privada em junho de 2026.
Os
CDBs e os f
undos de renda fixa completam o pódio dos investimentos preferidos dos brasileiros, com a poupança aparecendo apenas em quarto lugar e as ações, em quinto.
Veja onde os brasileiros mais deixam recursos investidos:
- Previdência: R$ 1,646 tri;
- CDBs: R$ 1,444 tri;
- Fundos de renda fixa: R$ 1,131 tri;
- Poupança: R$ 966,0 bi;
- Ações: R$ 816,9 bi;
- Fundos multimercados: R$ 551,3 bi;
- LCIs: R$ 515,8 bi;
- LCAs: R$ 502,6 bi;
- Títulos públicos: R$ 349,8 bi;
- Fundos de ações: R$ 252,7 bi.