📉 O
Ibovespa (IBOV) encerrou esta quarta-feira (12) com queda de 0,23%, aos 167.491,07 pontos, perda de 383,57 pontos. O resultado marca mais um dia no vermelho em agosto, mês em que o índice só não caiu no dia 3, quando fechou no zero.
O último fechamento positivo havia ocorrido em 31 de julho, com alta de 0,47%. O
dólar comercial subiu 0,36%, a R$ 5,17, em sessão bastante volátil. Os juros futuros encerraram com predominância de altas ao longo da curva.
No exterior, o cenário foi mais favorável. A
inflação ao consumidor (CPI) americana de julho veio dentro do esperado em todas as principais métricas, o que reduziu a pressão para uma alta de juros na próxima reunião do Fed.
Analistas do mercado compartilharam a leitura de que a urgência do Fed diminuiu, tornando os dados de inflação e emprego das próximas semanas determinantes para o próximo passo da autoridade monetária. Os principais índices de Wall Street fecharam no azul, com exceção do Dow Jones.
No Oriente Médio, a guerra entre EUA e Irã segue sem perspectiva de resolução. Trump afirmou que o Irã "só fala" e não age, enquanto os iranianos sinalizaram uma postura militar mais agressiva diante da falta de diálogo. O
petróleo andou de lado, com leves altas.
Rebaixamento do JPMorgan e eleições 2026
No Brasil, o sentimento negativo da véspera, gerado pelo
rebaixamento do JPMorgan para neutro, seguiu contaminando o pregão. A Dahlia Capital avaliou que a turbulência nos preços dos ativos brasileiros deve se intensificar nas próximas semanas, com um eleitorado ainda indefinido quanto ao candidato preferido e que deve deixar a decisão para mais perto do pleito.
A Pesquisa Mensal de Serviços de junho trouxe resultado estável, levemente melhor do que o esperado, mas sem alterar a narrativa de desaceleração. Para o Bradesco BBI, porém, a queda recente do Ibovespa reflete ajuste técnico, alta dos juros futuros e migração de recursos para tecnologia global, e não deterioração dos fundamentos.
Do lado positivo, as vendas no varejo cresceram 7% em valor transacionado na semana do Dia dos Pais, entre 3 e 9 de agosto, frente ao mesmo período de 2025, segundo levantamento da Getnet.
Destaques do mercado
A
Vale (VALE3) foi o principal destaque positivo, com alta de 0,79%, aproveitando o leve avanço do minério de ferro na China. A
Embraer (EMBJ3) também fechou em alta expressiva de 4,00%, embora ainda abaixo dos R$ 100. A
Petrobras (PETR4) cedeu 0,50%, apesar das leves altas do petróleo.
A
Direcional (DIRR3) desmoronou 4,72% após balanço trimestral pressionado por cancelamentos. A
B3 (B3SA3), que divulgou seu resultado do 2T26, recuou 0,36%.