Ibovespa cai com Vale (VALE3), mas fecha semana no azul; PETR4 sobe
A queda refletiu o pessimismo em Wall Street e do recuo nos preços do minério de ferro na China, que atingiu em cheio as ações da Vale.
Funcionários da Petrobras (PETR4) prometem entrar em greve por tempo indeterminado na próxima segunda-feira (15), para cobrar avanços nas negociações salariais com a empresa.
A paralisação está sendo convocada pela FUP (Federação Única de Petroleiros) e pela FNP (Federação Nacional dos Petroleiros), que discutiram os termos do próximo reajuste salarial da categoria com a direção da Petrobras nessa terça-feira (9).
💲 Segundo os petroleiros, a companhia propôs um reajuste real de 0,5% e não avançou em outros pedidos da categoria. Entre eles, o aprimoramento do seu plano de cargos e salários e a busca de uma solução definitiva para os planos de equacionamento de déficit do seu fundo de pensão, a Petros.
A FNP classificou a proposta da estatal como "um desrespeito frente aos lucros recordes da companhia, drenados para dividendos bilionários de acionistas privados, enquanto a força de trabalho recebe propostas indignas".
A FUP tratou a proposta como "insuficiente" e ressou que os custos de pessoal respondem por menos de 7% das despesas da Petrobras, já que esta é uma indústria intensiva em capital.
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Além disso, o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, disse que era "inadmissível" a companhia não apresentar uma solução para o equacionamento do seu plano de pensão mesmo depois de três anos de debates sobre o assunto.
Diante disso, aposentados e pensionistas da Petrobras prometem fazer uma vigília em frente à sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, a partir desta quinta-feira (11) para cobrar uma solução para a Petros. Já os petroleiros prometem entrar em greve a partir de segunda-feira (15).
De acordo com a FUP, os sindicatos "seguem abertos ao diálogo", mas a categoria mostrou "forte disposição para pressionar por avanços nas negociações" nas assembleias e mobilizações realizadas nesta semana para discutir a proposta de reajuste salarial.
🛢️ A Petrobras vem tentando cortar custos e investimentos por causa da baixa dos preços do petróleo, que já caíram mais de 17% no ano.
O novo plano de negócios da estatal prevê uma economia de US$ 12 bilhões entre 2026 e 2030, por meio de medidas de otimização de custos. É o equivalente a uma redução de 8,5% dos gastos, em relação ao plano anterior.
Além disso, cortou para US$ 109 bilhões a projeção de investimentos para os próximos cinco anos e avisou que US$ 10 bilhões dessa cifra dizem respeito a projetos que ainda serão confirmados.
A baixa do petróleo ainda deve pesar para os acionistas da Petrobras. É que, diante desse cenário, a estatal não prevê o pagamento de dividendos extraordinários nos próximos cinco anos.
Segundo a FNP, esta também foi a justificativa da empresa para "não apresentar uma proposta que reconheça o suor e o esforço dos trabalhadores que continuam a produzir lucros recordes para uma das maiores petroleiras do mundo".
Em nota, a Petrobras afirmou que "mantém um canal de diálogo permanente com as entidades sindicais" e "espera concluir o novo acordo na mesa de negociações".
De toda forma, a companhia "respeita o direito de manifestação dos empregados" e disse que, "em caso de necessidade, adotará medidas de contingência para a continuidade de suas atividades".
A queda refletiu o pessimismo em Wall Street e do recuo nos preços do minério de ferro na China, que atingiu em cheio as ações da Vale.
O relatório destaca o ambiente externo mais desafiador para o setor de petróleo.