Governo zera imposto do etanol e libera R$ 6,6 bi para conter alta dos combustíveis

Nesta quarta-feira (9), a gestão Lula editou MP liberando R$ 6,6 bilhões em subsídios para apoiar a produção e a compra externa de combustíveis.

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Publicado em 09/09/2026 às 19:29h - Atualizado em 09/09/2026 às 19:34h Publicado em 09/09/2026 às 19:29h Atualizado em 09/09/2026 às 19:34h por Matheus Silva
O anúncio coincidiu com o Brent superando US$ 100, pico inédito desde julho (Imagem: Shutterstock)
O anúncio coincidiu com o Brent superando US$ 100, pico inédito desde julho (Imagem: Shutterstock)
⛽ O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou nesta quarta-feira (9) uma medida provisória que destina R$ 6,6 bilhões para subvenções à produção e importação de combustíveis, em resposta à disparada dos preços no mercado internacional causada por conflitos geopolíticos. A iniciativa busca conter os impactos no mercado brasileiro em meio à proximidade do período eleitoral.
À tarde, o governo assinou decreto reduzindo temporariamente em R$ 0,63 as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o litro de gasolina e zerando as contribuições sobre o etanol hidratado. O diesel também recebeu tratamento especial, com subvenção de R$ 1,00 por litro em um "primeiro período", valor que pode ser alterado, interrompido ou prorrogado pelo Ministério da Fazenda conforme as condições do mercado.
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Segundo nota da Secom (Secretaria de Comunicação Social) do Palácio do Planalto, a redução das alíquotas para a gasolina substitui e amplia os efeitos da subvenção prevista na MP 1.358, de R$ 0,44 por litro, cuja vigência expirava nesta quarta-feira.
"Diante da persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e das restrições à oferta de combustíveis decorrentes de conflitos geopolíticos, o governo federal adotou nesta quarta-feira duas novas medidas voltadas a conter a alta dos preços no Brasil", afirmou a secretaria.
Com a redução, a carga tributária total sobre a gasolina cairá para R$ 0,16 por litro, o que deve resultar em preço final menor para o consumidor em comparação ao cenário atual. Já a zeragem das alíquotas sobre o etanol hidratado representa uma redução tributária de R$ 0,19 por litro.

Ataques a petroleiros levam Brent a superar US$ 100 pela 1ª vez desde julho

O anúncio ocorreu no mesmo dia em que o petróleo Brent ultrapassou US$ 100 pela primeira vez desde o fim de julho, à medida que Irã e EUA atacaram petroleiros na maior onda de ataques à navegação desde o início da guerra, ameaçando o abastecimento global e pressionando os preços dos combustíveis.
Os valores internacionais, especialmente do diesel, também têm sido impulsionados pelos ataques ucranianos a refinarias russas, que aumentaram as interrupções no refino e reduziram estoques.
O governo brasileiro já vinha adotando subsídios e outras medidas desde o início do conflito no Irã, na tentativa de amortecer os efeitos da alta internacional sobre o mercado interno, considerando que mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado, segundo a Secom. A subvenção anterior ao combustível era de R$ 1,12 por litro.
Os agentes que aderirem ao novo mecanismo de subsídio ao diesel deverão deduzir do preço de venda o valor correspondente à subvenção e registrar o desconto diretamente na nota fiscal. Segundo o governo, tanto a duração quanto o valor da subvenção poderão ser ajustados conforme a conjuntura de mercado e a disponibilidade orçamentária e financeira do Tesouro.
💲 As medidas serão detalhadas em coletiva de imprensa dos ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), prevista para as 17h30 desta quarta-feira.