Fundo VC levanta R$ 1,6 bilhĂŁo para ajudar startups do clima

Objetivo Ă© investir em empresas de estĂĄgios iniciais e acompanhĂĄ-las nas rodadas subsequentes de investimentos

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Publicado em 22/03/2024 Ă s 14:44h - Atualizado em 11/09/2025 Ă s 16:03h Publicado em 22/03/2024 Ă s 14:44h Atualizado em 11/09/2025 Ă s 16:03h por Wesley Santana
Aportes em startups do clima foram impactados nos Ășltimos anos. Foto: Shutterstock
Aportes em startups do clima foram impactados nos Ășltimos anos. Foto: Shutterstock

💡 HĂĄ dois anos, o mercado global de VC (Venture Capital) estĂĄ inundado com baixas recorrentes de aportes financeiros. Tudo começou com a alta das taxas de juros para conter os impactos da pandemia e se intensificou com o inĂ­cio da guerra entre RĂșssia e UcrĂąnia.

Quem mais sofreu nesse meio tempo foram as startups, que nĂŁo conseguem captar recursos para executar seus projetos. O cenĂĄrio Ă© ainda pior para as startups com soluçÔes para as mudanças climĂĄticas que, na lista de preferĂȘncia dos investidores, quase nunca estĂŁo nas primeiras posiçÔes. 

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No entanto, o europeu World Fund pretende dar um gås no setor de VC. Nesta semana, o fundo de tecnologia para mudanças climåticas anunciou a captação de US$ 325 milhÔes (cerca de R$ 1,6 bi) para apoiar startups desta årea. 

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O valor foi aportado por investidores institucionais, caso do Corporate Venture Capital da PwC na Alemanha, alĂ©m de agĂȘncias governamentais, como o fundo de pensĂŁo da AgĂȘncia do Meio Ambiente da França.

O sĂłcio-fundador do World Fund, Danijel ViĆĄević diz Ă  CBNC norte-americana que enfrentou resistĂȘncia entre os investidores para arrecadar os valores. “Eles tĂȘm ficado tipo, desculpe, isso Ă© demais, vocĂȘ nĂŁo pode arrecadar mais de 300 milhĂ”es”, disse ViĆĄević, destacando que os investidores procuram ativos com menos riscos. 

đŸŒ€ïžÂ Mas esclarece que o objetivo Ă© resolver o que classifica como “vale da morte” na tecnologia climĂĄtica. Ele se refere ao fato de que essas empresas atĂ© conseguem levantar recursos para um prĂ©-seed ou sede, , mas raramente tem alcançado SĂ©rie A ou B, especialmente depois da crise do Silicon Bank. 

“SabĂ­amos que precisĂĄvamos levantar um grande fundo”, disse ViĆĄević. “Mas, mesmo um de 100 milhĂ”es de euros, nĂŁo seria suficiente para ajudar as startups de tecnologia climĂĄtica na Europa”.

Ele acrescenta que essas empresas tĂȘm custos altos, pois precisam construir fĂĄbricas e, na maioria das vezes, demoram para dar lucros. A ideia, portanto, Ă© reservar um caixa para investir em startups de estĂĄgio inicial e outro para acompanhar outras rodadas e garantir que as iniciativas continuem tendo investimento ao longo do crescimento.Â