O desempenho das maiores
criptomoedas do mundo pode até estar no vermelho no acumulado das últimas 24 horas nesta sexta-feira (28), mas é nítido que o mercado cripto engatou rali de alta desde o dia 19 de agosto de 2026, sendo o desempenho do
Ethereum (ETH) um dos mais peculiares.
A segunda criptomoeda mais valiosa do mundo apresenta valorização de +28% nos últimos 30 dias, beirando a região dos US$ 2.450 cada, superando inclusive a performance de +21% entregue pelo
Bitcoin (BTC), a moeda virtual mais famosa, que negociava ao redor de US$ 77,7 mil por volta das 19h30 (horário de Brasília).
Entre os fatores fundamentalistas que explicam o
ETH ter se saído melhor que o
BTC no atual rali positivo está o forte fluxo comprador dos investidores mais tradicionais por meio de
ETFs com exposição ao Ethereum, uma rede blockchain descentralizada que serve de incubadora para outras moedas digitais e até a negociação de contratos inteligentes.
Só no último dia 27 de agosto, os ETFs de Ethereum listados na bolsa de valores americana receberam fluxo líquido de quase US$ 230 milhões, o maior saldo diário nos últimos 10 meses. Ao longo da semana, a demanda chegou a beirar US$ 700 milhões, igualmente à melhor semana do ano.
Contudo, o desempenho do
ETH nos últimos 30 dias ainda ficou bem aquém das principais
altcoins (quaisquer criptoativos que não sejam o Bitcoin), o que, na visão da corretora cripto Bitwise, significa que o mercado está sendo impulsionado por um conjunto mais amplo de narrativas sobre moedas virtuais.
Dando nome aos bois, a rede blockchain
Solana (SOL), principal concorrente do
ETH, teve valorização de +41% nos últimos 30 dias e negociava acima dos US$ 104. Já o token
Hyperliquid (HYPE), focado em finanças descentralizadas (DeFi, na sigla em inglês), explodiu +50% no mesmo período.
Para a Bitwise, os fluxos recordes de dinheiro indo para
ETFs de Ethereum ainda podem não ser suficientes por si só para impulsionar a criptomoeda para seu topo histórico (US$ 5 mil), sendo necessário que o volume de negociação à vista também se mantenha pujante, indicador que caiu -16% em relação ao ano anterior desde o início do rali altista em 2026.