O governo dos Estados Unidos vai investigar um incidente envolvendo o helicóptero do presidente Donald Trump e um jato comercial da
Embraer (EMBJ3).
✈️ Isso porque um jato da Embraer passou a cerca de 1,2 quilômetros do helicóptero de Trump, desrespeitando os protocolos de segurança do governo americano, no último dia 4 de agosto.
A FAA (Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos) exige uma distância mínima lateral de 1,5 milhas (o equivalente a 2,4 quilômetros) entre qualquer aeronave e o Marine One, o helicóptero oficial dos presidentes americanos.
O protocolo foi estabelecido depois que um helicóptero militar e um avião comercial colidiram em janeiro de 2025, deixando 67 mortos.
O incidente
O jato da Embraer passou a cerca de 0,82 milhas do Marine One, logo após a decolagem do helicóptero de Trump da Casa Branca, o que foi classificado como uma "perda de separação" pelo governo americano.
O avião comercial da Embraer era operado pela Envoy Air, uma companhia aérea regional americana, e partiu do Aeroporto Ronald Reagan, em Washington, com destino a Pensacola, na Flórida.
De acordo com o NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos), os voos correram sem intercorrências e o incidente não deixou feridos.
O NTSB apurou também que a perda de separação estaria ligada a falhas de comunicação entre o controle de tráfego aéreo e o Marine One.
Isso porque o helicóptero de Trump teria tentado avisar a torre de controle do Aeroporto Ronald Reagan sobre a decolagem duas vezes, para que o tráfego aéreo comercial fosse interrompido. Porém, a comunicação só teria se efetivado com a aeronave já em voo.
Brasil é notificado sobre investigação
O NTSB abriu uma investigação sobre o incidente nesta quinta-feira (27). A Agência Federal de Aviação e o Departamento de Marinha dos Estados Unidos foram notificados da investigação, assim como a Envoy Air e o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos do Brasil).
De acordo com o governo americano, o Cenipa foi notificado como representante do Estado responsável pelo projeto do jato comercial envolvido no incidente, conforme determina a CAO (Organização de Aviação Civil Internacional). Afinal, o jato da Embraer foi desenvolvido no Brasil.